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Lyon - Parte V - Musée des Confluences e Musée de la Résistance et de la Déportation - Região de Auvergne-Rhône-Alpes - França -2017

há 3 horas
23 min de leitura

Nome da cidade de Lyon no Jardim do Musée des Confluences. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Lyon - Parte V


Começamos novamente nossa visita à cidade de Lyon, desta vez indo até a confluência dos rios Ródano (Rhône) e Saona (Saône), no extremo sul da Presque'île; lá foi erguido o Musée des Confluences, inaugurado em 2014.




Pont Raymond Barre, sobre o rio Ródano; uma obra projetada pelo arquiteto Alain Spielmann e terminada em setembro de 2013, serve para que bondes, pedestres e ciclistas cruzem o rio. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Pont Raymond Barre, sobre o rio Ródano, visto a partir do Jardim do Musée des Confluences; atrás a estrutura da Pont Pasteur. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Barco singrando o rio Ródano visto a partir do pier do Jardim do Musée des Confluences. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Confluência dos rios Ródano (Rhône, à esquerda) e Saona (Saône), vista a partir do pier do Jardim dos Musée des Confluences. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Confluência dos rios Ródano (Rhône, à esquerda) e Saona (Saône). Jardim do Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Rodovia A 7 e, logo após, ponte da estrada férrea sobre o rio Saona (Saône), vistas a partir do Jardim do Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


A cidade de Lyon abrigava materiais de paleontologia, de história natural, de antropologia e de outras espécies espalhados por diversos edifícios, quando, no século XXI, resolveu-se reuni-los num só lugar.


Para atingir esse objetivo, decidiu-se construir um novo edifício, batizado de Musée des Confluences, simbolicamente localizado na confluência dos rios Ródano e Saône; este local simbólico representa um projeto intelectual e arquitetônico que visa a explorar as origens, a organização e o futuro da humanidade; museu de história natural, antropologia, sociedades e civilizações; em preparação para a inauguração do referido museu, uma ambiciosa política de aquisições possibilitou o desenvolvimento de novas coleções, incluindo arte contemporânea de povos indígenas.


O museu foi inaugurado em 20 de dezembro de 2014; o conceito desenvolvido pela agência austríaca Coop Himmelb(l)au baseou-se na ideia de construir um museu que não obstruísse o acesso à natureza, mas que servisse como uma passagem do ambiente construído para a natureza; concebido como uma ponte, o museu permite que os visitantes circulem pelo seu hall de entrada e espaços sem a necessidade de comprar um ingresso ou visitar uma exposição.


Do lado de fora, o museu não apresenta uma fachada principal, mas sim várias facetas que, dependendo do ponto de vista, formam uma silhueta única, fluida e dinâmica.




Fachada sul do Musée des Confluences a partir do pier do Jardim; prédio vanguardista inaugurado em 2014, projetado pelo escritório de arquitetura austríaco Coop Himmelb(l)au. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Fachada norte do Musée des Confluences; o prédio não possui uma fachada principal, observando-se ao longo de seu corpo, inspirado numa ponte, várias facetas. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Nossa visita ao museu começou pela exposição temporária intitulada Venenum.


Ao longo dos séculos, o veneno sempre fascinou a humanidade. Um meio de defesa ou uma ferramenta de poder? Uma arma mortal ou um componente com propriedades medicinais?


A exposição Venenum revisitava a incrível ambiguidade dessas substâncias e seus papéis na história e cultura, ciência e crenças, medicina e criminologia.


A exposição explorava o tema do veneno na natureza e nas sociedades humanas a partir de uma perspectiva interdisciplinar; obras de arte, coleções históricas e etnográficas eram exibidas lado a lado com coleções de história natural, interagindo com elas para ilustrar os usos de venenos ao longo da história.




Abertura da exposição temporária Venenum em vídeo com efeitos visuais. Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Instalação que faz referência à maçã envenenada da estória da Branca de Neve. Exposição Venenum, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



"A morte de Cleópatra", óleo sobre tela de autoria de Gustave Lassalle-Bordes de 1845, cedido para a exposição pelo Musée Rolin, de Autun, França; a pintura representa uma das versões da morte da rainha do Egito, relatada por Plutarco: ela teria se suicidado colocando espontaneamente a mão num cesto com figos e sendo picada por uma cobra venenosa que estava escondida entre os frutos. Exposição Venenum, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




"Retrato de Catarina de Médici", óleo sobre tela, anônimo, século XVI, cedido para exposição pelo Musée de la Chartreuse, em Douai, na França; princesa florentina tornada rainha da França, Catarina de Médici teria, segundo uma lenda persistente, introduzido os obscuros segredos do veneno na França, não hesitando em se desembaraçar assim de rivais; tida como responsável pelos massacres de São Bartolomeu, ela goza de uma reputação maldita, em grande parte alimentada pela literatura. Exposição Venenum, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Talvez influenciada pelo comportamento duvidoso de Catarina de Médici, no final do século XVII, a moda dos venenos espalhou-se da Itália para a França; casos de envenenamento envolveram centenas de homens e mulheres, desde os mais humildes até os mais próximos do rei; em reação, o rei Luís XIV limitou a comercialização dos venenos em farmácias, criou a Câmara Ardente, uma jurisdição especial destinada a investigar casos de envenenamento, e promulgou leis contra envenenadores.




Máscara de gás da Primeira Guerra Mundial, provavelmente Gummimaske, modelo alemão de 1915, para proteger os olhos e o sistema respiratório dos gases venenosos empregados durante o conflito mundial; embaixo, o anel de sinete da Segunda Guerra Mundial com engaste que esconde uma cápsula de cianeto, em latão, Collection Sussex, cedido pelo Musée Militaire Park France (MM Park), em La Wantzenau, França; o anel pertenceu ao tenente René Drap, também conhecido como René Laune, operador de rádio da equipe "Diane" paraquedista em maio de 1944 na região de Étampes; se eles fossem capturados pelo inimigo, os agentes infiltrados eram instruídos a morder a cápsula de cianeto escondida em seus anéis para evitar a tortura e correr o risco de falar. Exposição Venenum, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Encontramos, na exposição, informações sobre o curare, veneno extraído de plantas da América do Sul e, às vezes, de animais, como sapos venenosos, e utilizado por povos indígenas da Amazônia para envenenar pontas de flechas e dardos de zarabatana.


Entre as muitas receitas de curare, a única constante é o uso de uma trepadeira, a Strychnos toxifera, cujas raízes e sementes são moídas para fazer uma decocção que adquire a consistência de alcatrão; o "suco" obtido desta trepadeira age rapidamente sobre os músculos dos animais selvagens, por vezes paralisando-os a ponto de causarem parada respiratória e, posteriormente, parada cardíaca.




1 - Aljava e dardos de curare para zarabatana, oriundos do noroeste da Amazônia, Brasil, população Maku; resina, madeira, paina, curare e fibras vegetais, século XX; essa aljava contemporânea contém quinze pontas de flecha removíveis envenenadas de curare para a caça de tapir ou de veado; 2 - Tubos de veneno, oriundos do Mato Grosso, Brasil; madeira, algodão, resina e pena; Missão Claude Lévi-Strauss, 1936, material cedido pelo Musée du quai Baranly-Jacques Chirac, Paris, França; 3 - Pote e cabaça para curare, oriundos da Amazônia; terracota, folha alcatroada, cabaça e fibras vegetais, século XIX; o curare é armazenado nesses potes ou cabaças, onde permanece ativo por alguns meses. Exposição Venenum, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Venenos da Amazônia; na imensa floresta amazônica, os caçadores fabricam diferentes tipos de venenos extremamente eficazes em função do tamanho dos seus alvos e dos recursos naturais disponíveis; as toxinas do gênero Dendrobates (sapos venenosos) e o curare têm sido, portanto, objeto de inúmeros estudos com o objetivo de desvendar os segredos de sua fabricação; gravura "Préparation du poison de chasse chez les indiens Yahuas (Pérou)" (Preparação do veneno de caça pelos índios Yahuas (Peru)), amplicação de imagem extraída do Tour du monde, nouveau journal des voyages (1866), coleção particular, fotografia de Henri Grandjean. Exposição Venenum, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora parahybana), Brasil, coleção Yvan Oelschlager, ADN; é a segunda maior tarântula do mundo; possui presas enormes e poderosas, conectadas a glândulas de veneno, pelos muito longos e cerdas urticantes em forma de arpão no abdômen; mais medrosa do que agressiva, encontra sua salvação na fuga, projetando suas cerdas venenosas; encurralada, pode se virar, mostrar suas presas e até morder. Exposição Venenum, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Depois visitamos a exposição permanente, com coleções paleontológicas, de história natural e de instrumentos astronômicos; a outra coleção provém das humanidades e é ilustrada por coleções etnográficas e obras contemporâneas.




Provavelmente um crânio de elefante. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Esqueleto do urso das cavernas (ursus spelaeus), encontrado na gruta do Herm, Ariège, França, Europa; espécie que viveu no período Plistoceno (de 2,58 milhões de anos a 11.700 anos antes do presente). Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Esfinge, feita de arenito entre 664 e 323 a.C., Medamud, Alto Egito; as criaturas meio homem, meio animal eram extremamente frequentes no Egito, dentre eles, a esfinge, leão com cabeça humana, simbolizando a soberania do faraó; colocada na entrada dos templos, ela era a guardiã. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Os telefones restaram por muito tempo como objetos de luxo, feitos de materiais nobres e com design elaborado; seu uso profissional e sua difusão planetária ocorreu somente nos anos 1950; qualquer que seja seu uso, várias inovações são devidas aos esforços para melhorar a qualidade do som e a performance das redes.


Na França, o telefone tornou-se monopólio do Estado em 1889, mas é preciso esperar os anos 1920 para que a administração normatize pouco a pouco os aparelhos a fim de poder conectá-los às centrais automatizadas; a democratização do telefone só ocorreu de fato na década de 1970.


Com o advento da informática nas telecomunicações, voz, imagens e dados circulam nos mesmos fios a velocidades cada vez maiores; a Internet torna sua difusão mundial e coloca fim às redes analógicas do Visiofone e do Minitel.




Telefones e primeiros computadores portáteis: da esquerda para direita, de cima para baixo: n. 7 - Téléphone Marty à magnéto, 1920, França; 8 - Téléphone PTT 24, modelo concebido em 1924, França; 11- conjunto Visiophone (telefone com imagem), por volta de 1970, França; 12 - Minitel 1 (terminal de consulta de banco de dados comerciais), lançado em 1982 pela PTT, França; 13 - Minitel 5 portatil (espécie de laptop), da Matra Communications, Inc., por volta de 1987. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Telégrafo impressor inventado por David Edward Hughes em 1855; um dos primeiros sistemas de telecomunicação a imprimir mensagens diretamente em texto legível. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Automóvel Berliet C2 22 HP double phaéton de 1908, da fábrica Berliet da região de Lyon. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Robe de marié lumineuse (vestido de noiva luminoso); Ilustra a ligação na indústria têxtil de Lyon entre a tradição da seda, a tecelagem em teares Jacquard e os têxteis inovadores. O vestido, desenhado no final de 2013 por Mongi Guibane e produzido entre julho e novembro de 2014 pela Brochier Technologies, é composto por três partes: um corpete ajustado, tecido com seda, poliéster e fibras ópticas, com pequenos padrões florais em jacquard; a parte superior da saia, tecida da mesma forma, mas com padrões maiores; e a parte inferior da saia, tecida com poliéster, poliamida e fibras ópticas, com tule e efeito de camadas para brincar com a transparência. O vestido é mais comprido na parte de trás, mas não forma uma cauda. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Manter a ordem e a coesão social no seio de um território muitas vezes leva a instaurar um regime de tipo militar; voltado para dentro, o Japão do Período Edo (1608-1868) vivia sob o regime do bakufu (governo militar) e conheceu uma longa época de paz; esse poder autoritário se fundava sobre uma disciplina estrita e uma hierarquia fortemente codificada por rituais de aparato; mas, quando a dissidência começou a surgir, os símbolos do poder foram atacados e somente o uso da força bruta pode salvar temporariamente o regime.




Armadura de cavalo japonesa (uma-gaku / bagai) do Período Edo, fabricada do final do século XVII e início do século XVIII. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Armadura de samurai japonesa tradicional (gusoku ou tōsei-gusoku) do Período Edo (1603–1868). Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Dois Menpō(s) (ou menbō); meias máscaras faciais de ferro utilizadas por samurais no Japão feudal, frequentemente combinadas com uma armadura (yoroi) e um capacete (kabuto). Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




À direita, acima, duas lâminas nuas de katana, exibidas para expor suas espigas assinadas e curvaturas; um pouco abaixo, uma katana montada (com empunhadura e bainha pretas); na parte inferior, dois katana zutsu (estojos de madeira laqueada usados para guardar ou transportar katanas), decorados com brasões japoneses de família (mon); à esquerda, coleção de tsubas, os guarda-mãos metálicos usados em espadas japonesas, como katanas e wakizashis; armas e acessórios provavelmente do Período Edo. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Pendurado à esquerda, um jimbaori, um casaco sem mangas militar japonês usado sobre a armadura, provavelmente do século XIX (Período Edo); à sua direita, um tessen (leque de guerra ou leque de comando) tradicional japonês, provavelmente do Período Edo; abaixo do leque, um saihai, bastão de comando portado pelos comandantes samurais na época do Japão feudal; no chão do expositor, à esquerda, dois abumi com motivo de crisântemos, estribos tradicionais japoneses utilizados desde o século V; no centro, um hira jingasa, um capacete militar utilizado para proteger a cabeça do infante japonês, e, de forma mais ampla, usado como um adorno de cabeça cotidiano para samurais; à direita, provavelmente uma aljava para transporte de flechas e, mais à direita, um teaburi, um aquecedor de mãos tradicional japonês utilizado no Japão feudal por samurais e membros das classes mais altas para aquecer as mãos durante os meses frios. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Os camarassauros viviam em manadas nas orlas das florestas de coníferas que cobriam a América do Norte; eles podiam atingir, na idade adulta, o tamanho máximo de 20 metros de comprimento e o peso de vinte toneladas; seus dentes podiam arrancar plantas fibrosas, como samambaias, ou galhos de coníferas.




Esqueleto de camarassauro (Camarasaurus lentus); idade Kimmeridgiano (Jurássico Superior), encontrado em Thermopolis, Wyoming, América do Norte, Estados Unidos da América. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Esqueleto de camarassauro (Camarasaurus lentus); os camarassauros viveram no período Jurássico Superior, há cerca de 155 a 145 milhões de anos. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


O esqueleto do mamute de Choulans foi descoberto em Lyon, em 1859, a somente dois quilômetros do atual Musée des Confluences.




Mammouth de Choulans (Mamute de Choulans - Mammuthus intermedius) entre -305.000 e -130.000 anos, no no período Plistoceno; encontrado na colina de Choulans, em Lyon; este mamute viveu enquanto as geleiras alpinas cobriam Lyon; é um dos poucos esqueletos quase completos desse animal e foi descoberto em 1859 durante escavações nas encostas da colina de Sainte-Foy-lès-Lyon. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




No centro, a estatueta da deusa Molizhi rodeada pelos quatro grandes reis celestiais; deusa do budismo esotérico, cura os doentes e protege os humanos; à direita, representação de Guanyin, a deusa da misericórdia, acompanhada por seus dois servidores; ela segura uma criança nos braços, que por sua vez carrega um bastão dourado na mão, símbolo de bênção adicional; Guanyin está sentada sobre folhas, botões e frutos de lótus; acima de Guanyin, as estatuetas de Tunjing Dajiang sobre um leão, o grande general que devora demônios, e de Ma Mingwang sobre um tigre, o sábio Rei Ma; por volta de 1886-1887, Fujian, China, Ásia. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Astrolábio; século XVI, latão, Alemanha; pertencente ao Musée National de la Marine, Paris; o astrolábio forneceu uma representação plana da abóbada celeste, permitindo aos astrônomos determinar a hora e calcular o movimento dos astros. Exposição permanente, Musée des Confluences, Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Vista de Lyon a partir do terraço do telhado do Musée des Confluences; em destaque, a rodovia A 7, à sua direita, o rio Ródano; no alto da colina, à esquerda, a Basílica Notre-Dame de Fourvière e, no alto, à direita, a Tour Incity, inaugurada em 2016, o edifício mais alto de Lyon. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Rio Ródano visto a partir do terraço do telhado do Musée des Confluences; à direita, a Tour Incity, inaugurada em 2016, o edifício mais alto de Lyon. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Confluência dos rios Ródano (Rhône, à esquerda) e Saona (Saône) vista a partir do terraço do telhado do Musée des Confluences. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Pont Raymond Barre sobre o rio Ródano vista a partir do terraço do telhado do Musée des Confluences. Quai Perrache, 86, Presque'île, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Outro dia, fomos visitar o Centro de História da Resistência e da Deportação e, para isso, pegamos o tramway (bonde) na estação de Grange-Branche, ocasião em que podemos observar o belo edifício da École Rockefeller, onde funciona a École d’Infirmières et d’Assistantes de Service Sociale.


A instituição foi fundada, em 1923, como École d'Infirmières et de Visiteuses.


Em 1933, a escola tornou-se uma fundação reconhecida como instituição de utilidade pública e mudou-se para o icônico edifício de Grange-Blanche, construído graças ao apoio da Fundação Rockefeller e do Ministério da Saúde Pública.


Desenhado em forma de "H" pelo arquiteto Paul Bellemain, com estilo predominante Art Déco, em homenagem ao prefeito Édouard Herriot (que também foi presidente do Conselho da França, espécie de primeiro-ministro) e construído entre 1932 e 1933.


Hoje a instituição chama-se École d’Infirmières et d’Assistantes de Service Sociale.




École Rockefeller (École d’Infirmières et d’Assistantes de Service Sociale); projeto do arquiteto Paul Bellemain, em estilo predominantemente Art Déco, erguido entre 1932 e 1933 com o apoio financeiro da Fundação Rockefeller. Avenue Rockefeller, 4, Grange-Blanche, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Em seguida, chegamos no Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation (Centro de História da Resistência e da Deportação).

O centro está instalado nos prédios, projetados pelo então arquiteto-chefe da cidade de Lyon, Abraham Hirsch, e erguidos entre 1889 e 1894, nos quais funcionou a antiga École du Service de Santé Militaire-ESSM (Escola do Serviço de Saúde Militar), voltada para formação de médicos e farmacêuticos militares (o CHRD ocupa hoje a maior parte da ala leste).




Fachada interior (acima), voltada para o pátio, e fachada principal (abaixo), voltada para a Avenue des Ponts-du-Midi (atual Avenue Berthelot) da École du Service de Santé Militaire, projeto elaborado em 26 de junho de 1889 pelo arquiteto-chefe da cidade de Lyon, Abraham Hirsch; original nos Arquivos Municipais de Lyon. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Após o armistício de 22 de junho de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (na verdade, a capitulação da França diante da Alemanha nazista), a escola perdeu seu status militar; no entanto, permaneceu como escola de medicina e acolheu de volta os alunos da escola de saúde militar que não haviam sido feitos prisioneiros, os quais tiveram que compartilhar as instalações com os alunos da École Polytechnique, que havia se mudado para Lyon.


Mas, a partir de abril de 1943, a Gestapo na região de Lyon, liderada por Klaus Barbie, requisitou o prédio; ocuparam-no, tornando-o um lugar de memória sinistra, até o bombardeio aliado de 26 de maio de 1944, que danificou gravemente as instalações.


Após a Libertação, a cidade de Lyon iniciou a restauração dos edifícios, confiando o projeto aos arquitetos Victor Clermont e Étienne Deschavannes; a fachada da Avenue Berthelot, a mais danificada, foi demolida e substituída por um pórtico. A obra foi concluída em 1962.


Em 1981, a ESSM (École Supérieure de Sciences Médicales) foi transferida para Bron, dando lugar ao "Espace Berthelot", um complexo de instituições com missão científica, cultural e educacional, do qual o CHRD (Centre d'Histoire et de Recherches et de Documentation) faz parte atualmente. Inaugurado em 1992, o museu ocupa a maior parte da ala leste do edifício.


O Musée de la Résistance et de la Déportation, retrata a história da Segunda Guerra Mundial, particularmente em Lyon; objetos legados por antigos combatentes da resistência e deportados, fotografias, documentos de arquivo e testemunhos audiovisuais permitem-nos compreender a realidade de uma cidade em guerra sob a Ocupação, entre as dificuldades da vida quotidiana, as políticas antissemitas, as atividades de resistência e a repressão.




Pórtico de entrada do "Espace Berthelot", local onde funciona o Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation (Centro de História da Resistência e da Deportação), concluído em 1962; vê-se, ao fundo, depois do pátio central, a ala sul da antiga École du Service de Santé Militaire-ESSM (Escola do Serviço de Saúde Militar), erguida entre 1889 e 1894 com base no projeto do então arquiteto-chefe da cidade de Lyon, Abraham Hirsch. Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Placa instalada à esquerda da entrada do pórtico: "A Escola do Serviço de Saúde Militar ocupou de 1888 a 1981 estes prédios edificados para ela pela Cidade de Lyon. Mais de dez mil oficiais do Serviço de Saúde das Forças Armadas aprendaram aqui a servir ao homem e à Pátria" (tradução livre de francês). Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Placa instalada à direita da entrada do pórtico: "Aqui, em 1943 e 1944, a Gestapo nazista, auxiliada por traidores, torturou milhares de combatentes da resistência e de reféns, antes de suas mortes ou suas deportações. Seus sacrifícios permitiram a libertação da França" (tradução livre do francês). Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Placa na ala leste da antiga École du Service de Santé Militaire: "Homenagem de Lyon, capital da Resistência Francesa, à Insurreição do Gueto de Varsóvia, símbolo da Resistência Judia. Recusando a submissão passiva à 'Solução Final do Povo Judeu' implementada pelos nazistas, homens, mulheres e crianças, caçadas e famintas, escolheram o combate. A revolta eclodiu em 19 de abril de 1943. Com recursos escassos, os insurgentes resistiram sozinhos ao Exército Alemão durante cinco semanas, infligindo-lhe enormes perdas. A força moral e o heroísmo dos combatentes restaram gravados na memória da Humanidade" (tradução livre do francês). Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Placa na ala leste da antiga École du Service de Santé Militaire: "A República Francesa em homenagem às vítimas de perseguições racistas e antissemitas e dos crimes contra a Humanidade cometidos sob a autoridade de fato dita 'Governo do Estado Francês' (1940-1944). Não esqueceremos jamais" (tradução livre do francês). Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Durante a ocupação nazista, "fazer a fila" tornou-se um hábito para a população de Lyon.


Expressão consagrada pelo uso e pela prática, "fazer a fila" passou a ser, sem dúvida, uma das restrições mais comuns entre os franceses durante a guerra; símbolo das dificuldades ligadas ao reabastecimento, as filas apareceram desde os primeiros dias da ocupação nazista; provocadas pela importância das primeiras requisições alemãs e pelo receio de escassez, que levou à compra de tudo o que pudesse ser conservado, elas se generalizaram com a introdução do cartão de racionamento de alimentos no outono de 1940.


Este "cartão de identidade alimentar" dava ao titular o direito a uma quota de cupons ou vales que autorizavam a compra de determinados produtos alimentares em quantidades variáveis, dependendo da sua idade e profissão; a fim de melhor repartir as mercadorias e para reduzir as filas, foi implementado um sistema de cadastro junto aos comerciantes; no entanto, isso não garantiu o acesso à ração autorizada e terminou transformando a fila em lugar de exasperação, mas também de socialização; a fila permitiu que o boca a boca se espalhasse livremente, passando a ser um importante vetor de informações e notícias, onde todos os assuntos eram discutidos.


A manutenção da ordem nas filas era incumbência da polícia, encarregada pricipalmente de fazer respeitar as prioridades; o Governo de Vichy (governo colaboracionista) criou um cartão destinado às mães de família e às mulheres grávidas, cujo uso era, no entanto, frequentemente contestado; enfrentando filas de até quatro horas por dia, no frio, entediadas e cansadas, as donas de casa suportaram esse tempo de espera imposto como uma tarefa árdua que continuaria para elas muito tempo depois da libertação da França.




Cartaz impresso pelo governo francês durante a ocupação nazista concitando a população a respeitar as prioridades na formação das filas para abastecimento de alimentos racionados: "Para vocês que estão na fila, não se irritem com as 'prioridades'. Pensem no perigo de deixar crianças sozinhas. Ouçam o bebê chorando enquanto mama na mãe. Imaginem o cansaço extremo da futura mãe. Deem um passo para o lado com bom humor... ao estilo francês" (tradução livre do francês). Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Eu na fila do racionamento; mensagens: "Distribuição sem inscrição de 100 gramas de café puro: ticktet n. 2, outubro"; e "O frigorífico não foi degelado, não temos mais nada para vender". Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Em 1940, Nikolaus Barbie, mais conhecido como Klaus Barbie, o "Carniceiro de Lyon", foi enviado aos Países-Baixos, encarregado da perseguição a judeus, ciganos e franco-maçons, onde procedeu a suas primeiras incursões e cometeu seus primeiros crimes; promovido ao posto de tenente em 1942, ele foi transferido para a chefia da Seção IV do Sipo-SD de Lyon; sob suas ordens, ele tinha seis subseções, dentre as quais a IV-B, conhecida como "antijudia"; partiu de Amsterdã para a missão no verão de 1943, entrando em Lyon para dirigir seu serviço, continuando até 1944 a praticar seus crimes pelos quais ele seria reconhecido culpado entre 1952 e 1954.


Em maio de 1945, Klaus Barbie se refugiou em Munique, no contexto da Guerra Fria, sendo protegido pelos serviços de inteligência americanos; estes facilitaram em 1951 sua partida para a Bolívia e lhe forneceram uma nova identidade; em La Paz, ele tornou-se Klaus Altmann, homem de negócios e conselheiro oculto junto a governos de extrema direita.


Em 1971, Serge e Beate Klarsfeld, que o procuravam há anos, conseguiram estabelecer que Altmann e Barbie eram a mesma pessoa, mas foi preciso esperar ainda doze anos para que a França obtivesse sua extradição; ele foi detido em 25 de janeiro de 1983 e transferido à Guiana Francesa; em 5 de fevereiro de 1983, Klaus Altmann admitiu ser Klaus Barbie e foi encarcerado nos primeiros tempos em Montluc; quatro anos mais tarde se abriu seu processo; Barbie morreu de leucemia na prisão de Lyon em 25 de setembro de 1991, 4 anos depois do pronunciamento de sua sentença.




Retrato de Klaus Barbie em uniforme com grau de SS-Obersturmführer, por volta de 1940; chamado o Carcineiro de Lyon por sua hedionda atuação na perseguição aos judeus e aos combatentes da Resistência francesa. https://www.rue89lyon.fr/2017/05/05/1987-2017-trente-ans-proces-klaus-barbie-a-lyon/https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Klaus_Barbie_in_uniform.jpg




Klaus Barbie durante seu processo na França na década de 1980; fotografia de Claude Essertel. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Um estandarte nazista com suástica é desfraldado na fachada do Hôtel de Ville, em 19 de junho de 1940; provavelmente de autoria do fotógrafo Émile Rougé. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Dois soldados alemães no Quai Perrache, Lyon, durante a ocupação nazista da França, Segunda Guerra Mundial; provavelmente de autoria do fotógrafo Émile Rougé. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.




Soldado francês diante da estação de Perrache, Lyon, durante a Segunda Guerra Mundial; provavelmente de autoria do fotógrafo Émile Rougé. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Estandarte nazista com suástica que flutuava na Place Bellecour, acima do Hôtel Royal, sede do estado-maior das Forças Armadas Alemãs a partir de novembro de 1942; recuperado como troféu de guerra na Libertação. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.



Ficha de Jeannine (ou Janine) Dreyfus, francesa de origem judaica, nascida em 21/10/1925, em Estraburgo, detida pela Gestapo em 25/05/1944, deportada em 30/05/1944 do Campo de Drancy para o Campo de Auschwitz-Birkenau (Polônia). Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.


Tola Vologe nasceu em Vilna, Lituânia, em 25 de maio de 1909; criança, ele emigrou para Paris com sua mãe e tornou-se mais tarde um esportista de alto nível; participou dos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, onde obteve o quarto lugar na modalidade hóquei sobre a grama.


Com um perfil único na história do esporte, Tola alcançou o status de atleta internacional em três modalidades: hóquei sobre a grama, atletismo e tênis de mesa; oficial do Exército Francês durante a campanha de 1939-1940, ele se refugiou em Lyon com sua mãe, de confissão judia, no verão de 1940; tornou-se, então, um dos animadores do clube esportivo LOU (Lyon Olympique Universitaire); ele se associou à rede Sport Libre e ajudou os refratários do Service du Travail Obligatoire (STO) - deportados para Alemanha para trabalhar à força - a fugir para a zona rural.


Detido em 24 de maio de 1944, Tola é entregue à Gestapo e depois internado na prisão de Montluc; em 3 de junho de 1944, ele foi designado, juntamente com outros prisioneiros, para trabalhar na limpeza dos escombros da Escola de Saúde Militar bombardeada, e foi morto a tiros no local; sob o incentivo de seu amigo Tony Bertrand, secretário para assuntos esportivos de 1959 a 1977 sob o mandato do prefeito Louis Pradel, seu nome foi dado ao estádio de treinamento do Olympique Lyonnais até 2016.




Fotografia de Tola Vologe, lituano judeu, naturalizado francês, atleta de renome internacional, serviu como oficial do Exército Francês na campanha de 1939-1940 e depois foi detido pelo Gestapo, em maio de 1944, sendo morto a tiros quando fazia a limpeza dos escombros da École du Service de Santé Militaire, em junho de 1944. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França. 




Reconstituição do interior de um apartamento dos anos 1940 em Lyon. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.   




Outro ângulo da reconstituição do interior de um apartamento dos anos 1940 em Lyon. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França. 




Reconstituição de uma pequena praça no bairro de Croix-Rousse, em Lyon, com paredes cobertas de cartazes, durante a Segunda Guerra Mundial. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França. 


Francis André (1909-1946), conhecido como "Boca Torta", foi um membro ativo do Partido Popular Francês (PPF), agremiação política colaboracionista e antissemita criada em 1936 por Jacques Doriot; engajado na Legião dos Voluntários Franceses (LVF), Francis André combateu no front russo até abril de 1942.


Nos últimos meses de 1943, Francis integrou com seus homens o Sipo-SD; ele participou de ações contra os resistentes, mas seus comparsas trabalharam igualmente por conta própria, extorquindo dinheiro de judeus que eram depois entregues aos alemães; ele criou com os milicianos, os membros do PPF e os alemães o Movimento Nacional Antiterrorista (MNAT) sob cuja fachada realizou uma série de execuções contra figuras proeminentes; a prova definitiva dessa colaboração foi que suas equipes se infiltraram nas instalações da Gestapo no verão de 1944 e fugiram para a Alemanha em setembro.


Quando de seu processo em janeiro de 1946, o procurador Thomas descreveu Francis André como "um verdadeiro monstro, uma besta sedenta de sangue, a figura mais sinistra da Gestapo de Lyon"; atribuem-se a ele mais de 120 assassinatos; condenado à morte em 19 de janeiro de 1946, ele foi fuzilado em 9 de março no Fort de la Duchère.




Retratos de Francis André (1909-1946), o "Boca Torta", membro do Partido Popular Francês (PPF), antissemita e colaboracionista da ocupação nazista; foram-lhe atribuídos mais de 120 assassinatos; após o fim da Segunda Guerra Mundial, foi condenado à morte e fuzilado em janeiro de 1946. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.  


Durante a ocupação, a recomendação de não desperdiçar é uma constante na propaganda oficial, transmitida por organizações dedicadas a prestar auxílio à população, incluindo a Cruz Vermelha Francesa; sob supervisão estatal, seus recursos dependiam principalmente do Fundo Nacional de Auxílio; ela desenvolveu uma ampla gama de atividades, especialmente voltadas para crianças pequenas, e forneceu receitas às mães, como prova as várias prachas expostas no museu.




Cartazes encomendados pelo Serviço Social da Cruz Vermelha Francesa, ilustrados por R. Roche, publicados por Gaston Maillet et Cie, Gráfica de Saint-Oeun: à esquerda, "A primeira economia comendo: mastigue bem, assim, nada será perdido, tudo você aproveitará"; à direita: "Economize o pão. Corte-o em fatias finas e use todas as cascas para fazer sopas". Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.  




"O primeiro pão branco", Paris, 24 de agosto de 1944, reprodução de fotografia de La Parisienne de Photographie do acervo do Musée Carnavalet, Paris. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.  




Escultura em homenagem a Jean Moulin (1899-1943), unificador da Resistência Francesa; obra de Delorme-Duc. Centre d'Histoire de la Résistance et de la Déportation, Avenue Berthelot, 14, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França. 


No nosso próximo post, continuaremos a visitar Lyon, iniciando por um passeio pelo rio Saône.



Fontes:


Wikipedia   







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