Lyon - Parte IV - Museu Lugdunum, Teatros Romanos e Villa Lumière - Região de Auvergne-Rhône-Alpes - França -2017

Fachada principal da Gare de Lyon Part-Dieu (estação ferroviária); prédio inaugurado em 1983, projetado pelos arquitetos Eugène Gachon e Jean-Louis Girodet. Place Charles Béraudie, 5, Part-Dieu, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Lyon - Parte IV
Continuamos nossa visita na colina de Fourvière, agora nas ruínas romanas de Lugdunum.
Lugdunum - Musée et Théâtres Romains; o museu e os teatros ocupam as encostas da colina de Fourvière, no local da fundação da cidade romana de Lugdunum, em 43 a.C.
A construção do museu foi confiada ao arquiteto Bernard Zehrfuss; a intenção de Zehrfuss, desde o início, era enterrar o edifício para integrá-lo respeitosamente ao ambiente excepcional que o rodeava e não "ofender o rigor dos seus colegas romanos"; a construção começou em 1972 e o museu foi inaugurado em 15 de novembro de 1975.
O museu se integra à paisagem de um sítio arqueológico único, composto por dois importantes monumentos da cidade de Lugdunum: um teatro e um odeão.
Lugdunum possui uma das mais ricas coleções arqueológicas da França; abrangendo uma área de 4000 m², o museu cobre todos os aspectos da vida pública e privada de uma capital imperial: planejamento urbano, administração municipal, exército e moeda, religiões, jogos circenses, comércio, e guarda verdadeiros tesouros sobre as origens da metrópole de Lyon.

Na borda das ruínas dos teatros romanos veem-se a silhueta moderna do Musée de Lugdunum, projetado pelo arquiteto Bernard Zehrfuss e erguido entre 1972 e 1975. Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Também chamado de "Grande Teatro", para distingui-lo do Odeon, o edifício foi construído na encosta de uma colina. É o teatro mais antigo da Gália Romana e também um dos maiores (108 metros de diâmetro), juntamente com os de Vienne e Autun.
Foi construído no final do século I a.C. e posteriormente ampliado para acomodar até 10.000 espectadores.
Originalmente, possuía apenas dois níveis de assentos, com capacidade para aproximadamente 5.000 espectadores. Posteriormente, foi modificado: o palco foi reconstruído e a adição de um terceiro nível aumentou sua capacidade para 10.000 pessoas. Apresentou peças teatrais, na maioria das vezes comédias, acompanhadas de danças.
Originalmente, o teatro era completamente fechado: a parede atrás do palco alcançava cerca de 20 metros de altura; sem teto, uma cobertura de lona era estendida sobre as arquibancadas para proteger os espectadores do sol; já a orquestra, o espaço semicircular em frente ao palco, era reservada para as figuras mais importantes da cidade.
O Odeon era um teatro menor, reservado para apresentações musicais e recitações. Também podia servir como salão de reuniões. Os odeons eram raros na parte ocidental do Império Romano: na Gália, as únicas cidades que possuíam um eram Lyon, Vienne e Valence.
O Odeon é mais recente: construído no final do século I, este pequeno teatro, com 83 metros de diâmetro, era reservado para música. Podia acomodar aproximadamente 3000 espectadores.
Originalmente, havia dois níveis de assentos que podiam acomodar até 3.000 espectadores. Ao pé dos níveis, o magnífico pavimento da orquestra apresenta alguns dos mais belos mármores coloridos do mundo romano: pórfiro verde da Grécia, pórfiro vermelho do Egito, granito do Egito, mármore amarelo da África e mármore roxo e vermelho da Ásia Menor.
Assim como o teatro, o Odeon foi transformado em uma pedreira após seu abandono, mas suas ruínas permanecem visíveis desde então.

Ao fundo e à esquerda, os restos do Odeon, teatro menor construído no final do século I, apropriado para apresentações de música e recitações, com assistência de cerca de 3.000 pessoas; mais próximo, o "Grande Teatro", também erguido no final do século I, inicialmente para receber 5.000 espectadores, mas, posteriormente, ampliando para 10.000 pessoas. Lugdunum - Musée et Théâtres Romains, Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Restos do "Grande Teatro", erguido em mármore branco talhado no século I. Lugdunum - Musée et Théâtres Romains, Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

A orquestra, o espaço semicircular em frente ao palco, reservada para as figuras mais importantes da cidade. "Grande Teatro", Lugdunum - Musée et Théâtres Romains, Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Ingressamos no museu, quando nos deparamos com a cuba do Sarcófago do Triunfo de Baco, em mármore de Proconnèse ou de Paros.
Para além de representar um gênero de grande sucesso, este triunfo indiano, esculpido numa oficina em Roma no início do século III, constitui talvez um testemunho da crença na vitória sobre a morte e numa vida após a morte feliz.
Descoberto nas ruínas da Église Saint-Irénée por volta de 1800 e extraído do solo em 1824.

A cuba principal do Sarcófago do Triunfo de Baco, esculpida no século III em mármore de Proconnèse ou de Paros, provavelmente em Roma: a face principal apresenta, em alto-relevo muito detalhado, um episódio da mitologia báquica, o triunfo indiano: à esquerda, Baco está em uma carruagem puxada por duas panteras; ele se volta para Ariadne, que o acompanha; a carruagem é cercada por uma vitória e bacantes, e a procissão é liderada por um sátiro barbudo; no centro, dois cativos indianos, um dos quais com as mãos amarradas nas costas, estão empoleirados em um elefante e um camelo; à direita, Hércules bêbado é amparado por um sátiro e tenta abraçar uma ninfa; numerosos animais ou personagens menores preenchem os espaços entre os personagens principais. Musée de Lugdunum, Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Detalhe do Sarcófago do Triunfo de Baco; veem-se as duas panteras que puxam uma carruagem onde se encontram Baco e Ariadne. Musée de Lugdunum, Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
O carro celta; este carro foi descoberto por acaso em 1888 num campo perto de La Côte-Saint-André (Isère), a sudeste de Lyon. As rodas datam do final da Idade do Bronze, por volta de 800 a.C., enquanto o grande vaso que transportava é mais recente: acredita-se que tenha sido importado do norte da Itália por volta de 600 a.C.
Presume-se que o carro era usado em festivais ou cerimônias religiosas. O grande recipiente de bronze poderia ter contido água para rituais de purificação ou bebidas alcoólicas (cerveja ou vinho) consumidas durante festivais e banquetes.
Vestígios de povoamento anteriores à fundação da cidade de Lugdunum foram descobertos em toda a região de Lyon, como comprovam os restos desta carruagem celta, datada da Idade do Bronze, por volta de 800 a.C.
Certamente não era usada para transportar pessoas, mas sim para cerimônias. As quatro rodas, um balde e uma bacia de bronze foram preservados.

Partes de um carro celta feitas de liga de cobre, fundida e martelada; as rodas são do final da Idade do Bronze (- 1300 a.C. a 800 a.C); já o grande vaso provavelmente foi importado do norte da Itália por volta de 600 a.C.; o carro não servia para transporte de pessoa; possivelmente para carregar água ou bebidas alcóolicas. Musée de Lugdunum, Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Apreciamos, na sequência, o Mosaïque de Bacchus à la Panthère (Mosaico de Baco com uma Pantera).
O tema de Baco-Dionísio acompanhado pelas quatro estações é bastante conhecido na arte romana (associando o deus da bebida embriagante à renovação perpétua da natureza). A primeira associação desses dois temas remonta a 300 a.C., mas o verdadeiro entusiasmo por tal tema pertence ao período imperial. O campo é circundado por uma faixa escura de ligação, e em direção ao interior, por uma borda de entrelaçamento de duas linhas (preto, bege, vermelho, preto) entre duas linhas brancas. O campo é coberto por um entrelaçamento de duas linhas, uma das quais é semelhante à da borda. Esse entrelaçamento forma um desenho de suástica entre quatro quadrados nos cantos e um quadrado central. Este último quadrado, ampliado pela remoção da faixa vermelha e da borda preta que circundavam os outros quadrados, contém a imagem de Baco-Dionísio olhando para a distância, reclinado sobre uma pantera. Ele está nu, exceto por um manto que usa na cintura. Ele é coroado com folhas de videira e hera, segura um tirso na mão direita e repousa o braço esquerdo no pescoço de sua montaria. A pantera, agachada, segura um pandeiro entre as patas dianteiras. As cores predominantes são verde, branco, bege, vermelho, oliva e amarelo. Nos quadrados que circundam Dionísio estão as quatro estações, duas das quais intactas; a parte superior da cabeça da terceira estação (certamente o Outono) é visível, enquanto a da quarta (Verão) desapareceu. A representação da Primavera, intacta, é a de um jovem com longos cabelos cacheados usando uma coroa de flores. A representação do Inverno, intacta, é a de uma jovem usando um véu encimado por uma coroa de juncos esverdeados.

Mosaïque de Bacchus à la Panthère (Mosaico de Baco com uma Pantera); em destaque, nos quatro cantos, a representação das estações do ano; as duas de cima, Verão e Outono, estão praticamente desaparecidas; as duas de baixo, Primavera e Inverno, estão representadas por um jovem com cabelos cacheados com uma coroa de flores e por uma jovem com um véu encimado por uma coroa de juncos, respectivamente; no centro, Baco, segurando um tirso, sentado nas costas de uma pantera que tem um pandeiro entre suas patas; mosaico do século III formado por mármore (opus tessellatum) e pasta de vidro (opus tessellatum); o piso foi encontrado sob o edifício do Couvent du Verbe Incarné (Convento do Verbo Encarnado), Lyon, em 1911. Musée de Lugdunum, Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Após a visita aos vestígios romanos na colina de Fourvière, voltamos ao bairro Part-Dieu, onde nos deliciamos com um bom jantar, mas não nos recordamos do nome do restaurante.

Bar de restaurante no bairro Part-Dieu, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Entrada Carpaccio de Poulpes à la thaï (Carpaccio de polvo ao estilo tailandês). Restaurante no bairro Part-Dieu, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Assiette du pêcheur, rouille et croûtons (Sopa do pescador, rouille (molho picante à base de alho, azeite e açafrão) e torradas). Restaurante no bairro Part-Dieu, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Onglet de Boeuf Sauce au poivre et pommes sautées (Bife de flanco com molho de pimenta e batatas salteadas). Restaurante no bairro Part-Dieu, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Sobremesa Vacherin glacé "minute" (à base de creme de leite). Restaurante no bairro Part-Dieu, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Sobremesa Fromage blanc à la crème (Queijo branco cremoso). Restaurante no bairro Part-Dieu, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
No dia seguinte, dirigimo-nos à parte leste da cidade, mas precisamente no bairro Monplaisir, onde encontramos o Monumento aos Irmãos Lumière, na ponta norte da Place Ambroise Courtois; monumento semicircular de concreto em formato de tela de cinema com um relevo de 66 m² na face externa, concluído em 1962; no centro do relevo, encontram-se retratos dos Irmãos Lumière e cenas de filmes famosos.
Mais tarde, a parte superior da tela de projeção foi ampliada com um tecido impresso com uma fotografia dos irmãos Lumière e um texto: "Neste bairro, os irmãos Lumière inventaram o cinematógrafo" (tradução livre do francês).

Monumento aos Irmãos Lumière, inaugurado em 30 de setembro de 1962: uma peça curva em concreto imitando uma tela de cinema com as seguintes inscrições "Auguste Lumière, biólogo 1862-1954, Louis Lumière, Físico 1864-1948, inventores do cinematógrafo, benfeitores da humanidade" (tradução livre do francês); estrutura projetada pelo arquiteto Hubert Fournier; as esculturas foram projetadas por Francisque Lapandéry e executadas por Michel Lapandéry e André Tajana. Place Ambroise Courtois, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Numa das laterais da praça, na Rue du Premier-Film, encontra-se o Château Lumière, onde funciona o Institut Lumiére.
O pai de Auguste e Louis, Antoine Lumière, nasceu em Haute-Saône em 1840, e era uma personalidade forte, um espírito artístico e inconformista, como evidenciado por sua atração pela pintura e pela música, e especialmente pela maneira como incentivou e depois apoiou as invenções de seus filhos Auguste e Louis Lumière a partir de 1894; casado aos 19 anos, Antoine se estabeleceu em Besançon como pintor e, posteriormente, como fotógrafo, local onde nasceram seus filhos.
Em 1870, a família Lumière fugiu do leste da França em razão da ameaça da invasão prussiana e chegou a Lyon; homem de negócios nato, Antoine abriu um estúdio de fotografia no centro da cidade; ao tempo em que acompanhava as inovações no campo das imagens em movimento, supervisionava atentamente a educação de seus filhos: Louis e Auguste estudavam em La Martinière, a maior escola técnica de Lyon.
Foi Louis, o mais novo, quem desenvolveu uma placa seca (um processo de fotografia instantânea) chamada Blue Label (etiqueta azul), que trouxe renome e sucesso financeiro aos negócios da família; para fabricar e comercializar as placas, Antoine Lumière comprou então um vasto terreno em Monplaisir, nos arredores de Lyon, onde instalou sua família e a usina para fabricação de chapas (placas) e papéis fotográficos.; sua fortuna cresceu rapidamente.
No outono de 1894, Antoine Lumière pediu a seus dois filhos que passassem a pesquisar imagens em movimento como as que Thomas Edison e alguns outros brilhantes pioneiros estavam debruçados; esse incentivo paterno foi o ponto de partida da invenção do "Cinematógrafo Lumière" em 1895.
Ricos, encomendaram ao arquiteto Pierre Court a construção de uma casa que eternizasse o seu forte desejo de nunca se separarem e de trabalharem juntos pelo resto da vida; a vila "gêmea", como ficou conhecida, era coroada por um mirante com vistas panorâmicas; uma majestosa escadaria conduzia aos dois apartamentos frente a frente; infelizmente, esta não mais existe, tendo sido demolida por volta de 1970.
O pai também ergueu uma casa para ele nas proximidades, que passou a ser conhecida como Château Lumière, cujo projeto foi concebido por ele próprio com a ajuda dos arquitetos Charles-Joseph Alex e Paul Boucher; essa bela mansão, com sua arquitetura neoclássica, mas com elementos do estilo Art Nouveau, foi concluída em 1901.
Hoje, o único vestígio do complexo criado pelos Lumière é o Château Lumière, local onde funciona hoje o Institut Lumière, contendo o Musée Lumière, uma livraria e um café.
Dominando majestosamente o bairro Monplaisir, a Villa de Lyon Monplaisir Rhône é o último testemunho (com o Hangar) do que foi a vida da família Lumière no início do século; em razão de seu tamanho e do prestígio de seus ocupantes, os habitantes do bairro o chamavam de Château Lumière; a mansão era para eles o reflexo do sucesso internacional da família; mesclando vários estilos, é sua diversidade de materiais que permitem sua policromia; última criação arquitetural de Antoine, este a habitou por menos de 10 anos; vários empregados domésticos estavam a serviço do casal Lumière; no último andar da mansão se encontrava o ateliê de pintura de Antoine Lumière com sua vidraça de 8,30 metros de altura (atualmente é ocupada pela Bibliothèque Raymond Chirat).
Hoje, no lugar, funciona o Institut Lumière.

Villa de Lyon Monplaisir Rhône ou Château Lumière, erguido entre 1899 e 1901, projeto de Antoine Lumière, pai dos irmãos Auguste e Louis, com auxílio dos arquitetos Charles-Joseph Alex e Paul Boucher, no estilo neoclássico francês, com elementos Art Nouveau. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Detalhe da parte superior do Château Lumière, com belíssima cobertura com telhas policromáticas. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Detalhe da fachada principal do Château Lumière. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Acesso para o jardim da vila. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Jardim da vila/instituto. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Belo corrimão da escada que dá acesso ao primeiro andar da vila, com destaque para o coroamento em formato de galo entalhado. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
No andar térreo da vila encontra-se o Jardin d'Hiver (Jardim de Inverno); um local para se ficar durante os meses mais quentes, servia também como estufa para muitas plantas pertencentes a Josephine Lumière, esposa de Antoine Lumière.
O aquecimento por piso radiante em toda a peça era, em 1900, uma instalação das mais modernas; a fluidez das formas e a harmonia das cores fazem desse cômodo o mais encantador da Villa Lumière; é possível notar a combinação de mármores de quatro cores diferentes e o gigantesco lustre em forma de rodas de pavão.

Jardim de Inverno; peça muito empregada pelos residentes durante os meses mais quentes, mas também utilizada como estufa para as plantas da esposa do proprietário, Joséphine Lumière. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Lareira e frisos da parede de mármore vermelho no Jardim de Inverno; as duas pinturas na parede representam o proprietário da vila Antoine Lumière (1840-1911). Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Grandioso lustre de rodas de pavão no teto do Jardim de Inverno. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Belo frontão do espelho que fica sobre a lareira do Jardim de Inverno. Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vidraças decoradas com flores no estilo Art Nouveau. Jardim de Inverno, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vidraças voltadas para o jardim da vila, com azulejos com desenhos de flores. Jardim de Inverno, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Miniatura da Villa Lumière em escala 1/20; realizada por Dan Ohlmann, J. P. Pirodon, L. Chareyre e C. Meier nos ateliês do Musée International de la Miniature, Lyon. Jardim de Inverno, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Dedicado ao cinematógrafo e à história da família Lumière, o Musée Lumière revisita as diversas criações técnicas de Louis e Auguste Lumière e explora o processo de invenção do cinema, desde as primeiras experiências realizadas em todo o mundo até a filmagem e posterior distribuição dos filmes Lumière.
Começamos pelo zootropo.
Trata-se de uma máquina estroboscópica criada em 1834 pelo matemático inglês William George Horner, composta por um tambor circular com fendas através das quais o observador olha, de modo que os desenhos dispostos em faixas dentro do tambor, quando girados, dão a ilusão de movimento.

Zootropo, aparelho criado pelo matemático inglês William George Horner em 1834, no qual o observador olha imagens por uma fenda enquanto o tambor gira criando a ilusão de movimento. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Em seguida, observamos o fuzil fotográfico e o cronofotógrafo.
Etienne-Jules Marey era um médico fisiologista apaixonado pela análise do movimento, tendo publicado em 1873 seu relatório sobre a análise da marcha do cavalo utilizando o método gráfico; inspirado, por sua vez, pelo trabalho de Muybridge, ele desenvolveu sucessivamente, em 1882, o fuzil fotográfico e o cronofotógrafo com placas fixas, e, em 1888, com uma tira móvel sobre papel; ao utilizar um único suporte para as imagens, ele deu, assim, um passo decisivo na análise cronofotográfica do movimento.

Fuzil fotográfico e tira móvel com imagens sequenciais de um cavalo em movimento, desenvolvidos pelo médico fisiologista Etienne-Jules Marey na década de 1880. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
O próximo equipamento a ser observado foi o Cinetoscópio (Kinetoscope).
No modelo original, criado conceitualmente pelo americano Thomas Edison em 1888 e desenvolvido por seu empregado William Kennedy Laurie Dickson entre 1889 e 1892, havia apenas um filme em cada aparelho que era visto por um visor individual, e o cliente trocava de máquina (e pagava novamente) para ver um filme diferente.
O primeiro "Kinetoscope Parlor", uma loja onde vários cinetoscópios ficavam enfileirados, foi inaugurado em Nova York em 14 de abril de 1894, com considerável sucesso, e em Paris, em outubro; mas o advento do Cinematógrafo Lumière logo decretaria o fim de sua exploração; Edison de fato conseguiu registrar e sintetizar o movimento, mas sua escolha puramente comercial de não acreditar na lucratividade das exibições públicas e coletivas o levou a não tentar realizar essa síntese na tela grande; quando o Cinematógrafo Lumière tentou se estabelecer em Nova York, Edison foi forçado a comprar a patente do Fantascópio de Armat e Jenkins, único aparelho americano capaz, em 1896, de assegurar uma projeção, e o rebatizou de Vitascópio Edison para assegurar uma anterioridade.

Cinetoscópio (Kinetoscope), conceitualmente criado por Thomas Edison em 1888 e desenvovido fisicamente por seu empregado William Kennedy Laurie Dickson entre 1889 e 1892; apesar de apresentar imagens em movimento, o aparelho não servia para projeções coletivas. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Já o Cinematógrafo Lumière, que permitia a projeção em tela grande, uma exibição coletiva, portanto, podendo ser considerado como o primeiro projetor de cinema, foi criado pelos irmãos Louis e Auguste Lumière, provavelmente no início de 1895; em 28 de dezembro de 1895, ocorreu a primeira representação pública do Cinematógrofo no Salão do Grand Café, em Paris.

Cinematógrafo Lumière, primeiro projetor de imagens em movimento em tela grande, criado em 1895 pelos irmãos Louis e Auguste Lumière. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

"O Cinematógrafo Lumière em projeção"; gravura de Louis Poyet que aparece em notícia sobre o aparelho publicada em 1897. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Câmera Pathé profissional para uso externo, 1908. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

O quarto de dormir de Antoine Lumière. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

O quarto de dormir de Antoine Lumière. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Aparelhos fotográficos dobráveis Lumière produzidos de 1930 a 1957. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Aparelhos "Box" Lumière produzidos de 1933 a 1958. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Madeleine Lumière (filha de Auguste) e Andrée Lumière (filha de Louis), com seus pequenos primos do ramo Winckler (lado materno) tomando banho na estância de La Ciotat, no sul da França; fotografia colorida com base na placa autocrômica de 1913, criação de Louis Lumière. Musée Lumière, Villa Lumière (Institut Lumière), Rue du Premier-Film, 25, Monplaisir, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
No nosso próximo post, continuamos a visitar Lyon, particularmente o Musée des Confluences (Museu das Confluências).
Fontes:
Wikipedia




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