Lyon - Parte III - Complexo Gadagne e Basilique Notre-Dame de Fourvière - Região de Auvergne-Rhône-Alpes - França -2017

Gadagne, construção renascentista iniciada no século XVI. Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Lyon - Parte III
Continuamos nosso passeio pela belíssima cidade de Lyon, voltando agora para Vieux-Lyon para conhecer o Espaço Gadagne e seus dois museus: Musée Historique de la Ville de Lyon e Musée de la Marionnette à Lyon.
Construção renascentista, o palacete chamava-se Hôtel des Pierrevive; uma mansão particular erguida no início do século XVI pelos irmãos Pierrevive, ricos mercadores oriundos do Piemonte (atual Itália). A partir de 1538, a parte norte do complexo edilício foi separado por um muro, alugado e depois, em 1545, adquirido pela família do famoso banqueiro e comerciante florentino (italiano) Thomas II de Gadagne (Guadagni), de quem ganhou o nome; em 1654, André Falconet, médico e vereador da cidade de Lyon, comprou os terrenos que hoje correspondem aos números 10 e 12 da Rue Gadagne, empreendendo grandes transformações; os últimos edifícios foram terminados no século XVII, tais como são conhecidos hoje.
Durante o século XIX, o complexo foi dividido em numerosos apartamentos menores, sofrendo com a deterioração por falta de manutenção.
No século XX, o complexo de edifícios foi adquirido em etapas pela cidade de Lyon; foi classificado como monumento histórico em 1920, e, aos poucos, o Musée Historique de la Ville de Lyon foi sendo instalado no local e, em 1950, o Musée de la Marionnette à Lyon.
Entre 1998 e 2008, a prefeitura realizou importantes obras de ampliação e renovação, além de escavações arqueológicas.
Gadagne é hoje o maior complexo renascentista de Lyon; um importante patrimônio arquitetônico da cidade, testemunha de mais de 500 anos de história.

Gadagne, erguido, no estilo renascentista entre o século XVI e XVII. Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
No centro do complexo de edifícios Gadagne, encontra-se o Grande Cour (Grande Pátio); as fachadas, o poço e o lavabo, assim como as galerias ao norte que ligam as duas seções do edifício, datam do século XVI; em 1538, o pátio foi dividido em dois por um muro, que só foi demolido em 1938; a partir de então, o pátio adquiriu uma dimensão única na Vieux Lyon; os três tons do revestimento escolhidos para a restauração evocam a evolução dos diferentes edifícios e terrenos.

O lavabo do Grande Cour, erguido no século XVI. Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Iniciamos nossa visita pelo Musée d'Histoire de Lyon na Sala Renascença; construída por Nicolas Pierrevive por volta de 1530, ela era integrada ao novo conjunto residencial disposto no terreno norte, que, mal terminado, foi alugado e depois vendido aos Gadagne; acessível pela escadaria de honra, presume-se que a sala, durante o dia, acolhia os clientes dos ricos banqueiros florentinos e, à noite, nela ocorriam bailes ou banquetes aquecidos pela sua grande lareira.

Grande lareira da Sala Renascença; a sala fazia parte do edifício norte, erguido por Nicolas Pierrevive por volta de 1530 e, logo acabado, alugado e posteriormente vendido aos Gadagne; acredita-se que a sala era usada, durante o dia, para recepcionar os clientes dos ricos banqueiros florentinos e, à noite, para a organização de bailes e banquetes aquecidos pela lareira monumental. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Em seguida, nos deparamos com grandes placas provenientes da demolição do Hospice des Chazeaux, que funcionava na antiga casa de campo de François de Mandelot no século XVI, na encosta Saint-Barthélemy; uma delas representa o brasão de armas completo de François de Mandelot, senhor de Passy, Lerné, Vireau, visconde de Châlon, conselheiro de Estado e governador de Lyon, Beaujolais e Forez; o outro é o escudo de armas de Éléonore de Robertet e de François de Mandelot, cujos nós entrelaçados das cordas, conhecidos como noeuds d'amour (nós de amor), simbolizam aqui o vínculo entre François de Mandelot e sua esposa Éléonore de Robertet.
François de Mandelot foi nomeado governador de Lyon em 1571, cargo que ele ocupou até sua morte em 1588; quando ele assumiu, estava em curso a Guerra de Religiões, que foi encerrada em Lyon, em 1572, no episódio conhecido como Vêpres Lyonnaises, um massacre de protestantes pelos católicos, que Mandelot permitiu que acontecesse, inspirado na "Noite de São Bartolomeu", ocorrida em Paris.

Placas provenientes do edifício no qual fucionava o Hospice des Chazeaux, antiga casa de campo de François de Mandelot, no alto da encosta de Saint-Barthélemy; a da esquerda representa o brasão de armas completo de François de Mandelot: escudo francês de prata contendo, ao centro, uma faixa azul, encimado por um elmo de cavaleiro; o escudo encontra-se circulado pelo cordão de Cavaleiro da Ordem do Espírito Santo, a mais importante ordem de cavalaria da França; todo o conjunto é ladeado por leões rampantes; a da direita, o escudo de armas do casal François de Mandelot e Éléonore de Robertet: uma composição que abriga os brasões das duas famílias. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Escudo de armas do casal François de Mandelot e Éléonore de Robertet; um losango partido, tendo, à esquerda, a representação do brasão de Mandelot, ou seja, campo prata com uma faixa azul no centro, e, à direita, a do brasão de Robertet, isto é, campo azul, com uma faixa dourada carregada com uma asa direita em preto na posição vertical, rodeada por três estrelas douradas; em volta do conjunto, cordas entrelaçadas com nós, conhecidos como noeuds d'amour (nós de amor), que simbolizam aqui o vínculo entre François de Mandelot e sua esposa Éléonore de Robertet. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Grande vista de Lyon, gravura de autoria de Simon Maupin, arquiteto, e de David Van Velthem, gravador, de 1625. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Representações alegóricas da cidade de Lyon: à esquerda, a estátua policromada, provalvemente esculpida no século XVII ou XVIII, é o gênio da cidade de Lyon, o antigo protetor da época romana, vestido com trajes de soldado de Roma; o pergaminho que ele segura firmemente na mão esquerda tem gravada a palavra Lvgdvnvm, nome pelo qual a cidade de Lyon era conhecida entre os romanos.; a pintura à direita chama-se "La ville de Lyon préservée de la peste" (A cidade de Lyon preservada da peste), pintura alegórica; anônimo. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

"Incêndio do Hôtel de Ville em 1674", óleo sobre tela, anônimo. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

"Fachada do Hôtel de Ville de Lyon", gravura de Balthazar Gentot, desenhista, e Biesse, impressor, de 1734; na fachada, ainda existia a escultura em baixo-relevo do rei Luís XIV, destruída no curso da Revolução Francesa, posteriormente substituída pela de Henrique IV, quando da Restauração Monárquica, em 1829. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Símbolo da ascensão da indústria da seda em Lyon no século XVII, este tear de grande porte é o único exemplar preservado e em exposição na França. Para a exposição, ele foi remontado e totalmente ampliado para permitir que seu funcionamento seja claramente observado.

Tear de grande porte; este tipo de tear, dito de grande porte, foi usado até o início do século XIX, quando foi substituído pelo tear mecânico inventado por Jacquard. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Representação de um quarto de dormir provavelmente do século XVIII. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Barretes e cocardes (rosetas) utilizadas pelos membros do Exército de Lyon (pró-girondinos) no século XVIII, inclusive durante o cerco da cidade em 1793 realizada pelas tropas da Convenção Nacional (controlada, então, pelos montanhistas) - revolucionários x revolucionários. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

O leito do imperador Napoleão I, madeira de mogno e bronze, feito em 1805 para sua estadia em abril no palácio do arcebispo em Lyon, que se tornou um palácio imperial. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

O leito da imperatriz Josefina realizado em 1805 para sua estadia naquele ano em Lyon. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Em seguida, em exposição, as três Chaves das Divisões da cidade de Lyon; são símbolos da lealdade de Lyon a Napoleão I, que reconstruiu a cidade das cinzas após a Revolução Francesa; foram criadas em 1805 para comemorar a visita do imperador a Lyon.
Estas três chaves são obras de arte e não abrem fisicamente nenhum portão da cidade. Representam simbolicamente as três divisões (norte, oeste e sul) que constituíam a cidade durante o Primeiro Império (1804-1814). Cada uma é decorada com um símbolo que ilustra as características específicas do seu distrito.
Foram criadas para a visita a Lyon, em 10 de abril de 1805, do imperador Napoleão I e da imperatriz Josefina. Foram apresentadas a ele publicamente, perante uma plateia de políticos.
As chaves são feitas de bronze dourado e a placa, de prata dourada, traz gravado o brasão de Lyon. O escultor Joseph Chinard desenhou as peças e o ourives Antoine Saunier as produziu.

Chaves da cidade de Lyon, todas em bronze dourado: no alto, a da Divisão do Oeste, com as representações, à esquerda, do código civil e, à direita, da balança da justiça; no centro, a da Divisão do Sul, com a representação dos rios Rhône (Ródano) e Saône (Saona); e, embaixo, a da Divisão do Norte com o caduceu representando o comércio e a indústria e, na outra ponta, a águia imperial; as chaves estão sobre um prato de apresentação de prata dourada com o brasão de Lyon gravado; peças desenhadas por Joseph Chinard e produzidas por Saulnier, ourives. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
A Maçonaria teve um papel importante na Revolução Francesa, tanto que seu lema foi adotado pelos revolucionários - Liberdade, Igualdade e Fraternidade; além disso, suas lojas serviram como espaços de circulação e divulgação das ideias iluministas que fundamentaram o movimento.

Joia (acima) e avental maçônico, provavelmente pertencentes ao grau 18, Rosa-Cruz (pelicano alimentando os filhotes com o sangue do seu próprio peito). Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

À esquerda, "Crenças e Deveres do Franco-Maçom", Loja da Amizade Sincera, litografia colorida, por volta de 1860, C. Orcel, impressor, e Demont, litógrafo; à direita, "Código Maçônico", século XIX. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Medalhas e insígnias de lojas maçônicas de Lyon: acima, à esquerda, com fita com listras vermelhas e pretas, a Medalha da Loja Bienfaisance et Amitié, século XIX; logo abaixo, insígnia formada por um compasso e dois esquadros vazados da Loja Solidarité Lyonnaise, da Grande Loge de France (GLDF), século XIX, dentre outras; à esquerda, faixa ou cordão de mestre do século XVIII (ou XIX) em seda azul, costurado à mão com fio de ouro. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Folha com estandartes, insígnias e joias maçônicas, litografia colorida, Orcel, impressor, século XIX. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Letreiro da loja Au Tout Lyon Comptoir de Corsets, provavelmente do século XIX, antigo comércio de espartilhos. Musée d'Histoire de Lyon, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Também no Gadagne, encontra-se o Musée des Arts de la Marionnette (Museu das Artes da Marionete).
A representação mais tradicional de marionetes em Lyon é o Guignol.
Por volta de 1808, em seguida à Revolução Francesa, a indústria da seda entrou em crise; Laurent Mourguet, canut (operário das máquinas de tecer) desempregado, tornou-se mascate e depois arrancador de dentes; em seguida, ele passou a apresentar um espetáculo com o Polichinelo, personagem da Commedia dell'Arte italiana, um criado de origem camponesa de aparência grotesca e humor sarcástico, que, depois, foi transformado também em marionete; em seguida, ele criou marionetes à imagem daqueles que o rodeavam; assim nasceu Guignol, um autorretrato caricatural.
As marionetes de Lyon são marionnettes à gaine (fantoches de mão), apresentadas nos castelets (teatro de marionetes portátil).
O repertório do Guignol, inicialmente, foi transmitido oralmente; sob o Segundo Império, a polícia dos teatros exigiu o depósito dos textos por escrito para poder controlá-los; esse repertório cômico se inspirou nas dificuldades da vida cotidiana precária; tanto Guignol como Gnafron não têm profissão definida; no início do século XX, a paródia invadiu o repertório do Guignol.

O tradicional Théâtre de Guignol, no qual se veem marionetes movimentadas à mão, dentre elas, à direita, o próprio personagem Guignol, num cenário que representa o interior de uma habitação instalado num castelet (armação de madeira portátil decorada). Musée des Arts de la Marionnette, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Castelet d'appartement (caixa de teatro para apresentação em domicílios) de 1896 do Théâtre de Guignol; na apresentação, marionnettes d'appartement (marionetes de domicílio), da esquerda para direita, os personagens Guignol, Madelon (única feminina), Gnafron e Gendarme. Musée des Arts de la Marionnette, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Também existem as marionetes de fios, ou seja, aquelas que são movimentados por meio de fios ligados à cabeça, ombro, mãos e joelhos.
O personagem Pulcinella (Polichinelo) nasceu na Itália no século XVI e se difundiu na França no século XVII; na época, essa figura do teatro da Commedia dell'Arte era apresentada tanto por atores como por marionetes.
O Polichinelo francês é um bon vivant (boa vida): fala com muita desenvoltura e pontua suas palavras com peidos estrondosos; representante do povo, revoltado com a autoridade e os usurpadores, é um personagem bastante subversivo; seu físico é muito peculiar, com nariz adunco e dupla corcova; veste-se como um criado: e seu chapéu de cavaleiro é de inspiração espanhola.

Marionetes de fios; em destaque, à direita, o Polichinelo, com chapéu de cavaleiro de inspiração espanhola, criado por Séraphin-Dominique François, que passou a se apresentar, a partir de 1797, no seu teatro (Théâtre Séraphin), instalado nas galerias do Palais-Royal, em Paris. Musée des Arts de la Marionnette, Gadagne, Place du Petit Collège, 1, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Em seguida, na estação Vieux Lyon-Cathédrale Saint-Jean, na Rue du Doyenné, pegamos o funicular para a colina de Fourvière, para conhecer sua basílica e algumas ruínas e outros vestígios da época romana.

Estação final (Fourvière) do Funicular de Fourvière. Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Como já explicado no primeiro post sobre Lyon, o alto de Fourvière foi o local escolhido pelos romanos para fundação de sua cidade na região, em 43 a.C., que passou a ser conhecida como Lugdunum.
Em meados do século II d.C., Lugdunum atingiu seu apogeu; era uma cidade dotada do poder de cunhar moedas, em pé de igualdade com Roma; sua posição foi reforçada pela construção de um santuário federal, onde as sessenta tribos da Gália romana tinham que jurar fidelidade anualmente a Roma e ao imperador deificado.
A cidade, enfraquecida após a vitória do imperador Sétimo Severo no final do século II d.C., acabou por perder seu status de capital das Três Gálias em 297 d.C.; Lugdunum, na sequência, sofreu com invasões germânicas e saques, e a colina de Fourvière foi abandonada em favor das margens do rio Saône.
No século XII, a cidade passou a chamar-se Lyon, e, na colina, foram erguidas duas capelas, uma delas em homenagem à Virgem e a outra a São Tomás Becket; em 1562, elas foram destruídas pelos protestantes, mas, no final do século XVI, o complexo foi reconstruído, e as capelas passaram a ocupar um lugar central na vida religiosa de Lyon, e obras de expansão tornaram-se rapidamente necessárias.
A decisão da construção da Basilique Notre-Dame de Fourvière foi resultado de quatro votos da população local à Virgem da colina; os três primeiros: "da esmola geral", em 1638, para erradicar uma grave epidemia de escorbuto; "dos vereadores", em 1643, para poupar a cidade da Segunda Peste Negra (bubônica), que assolava parte da Europa, inclusive a França; e "da epidemia de cólera", em 1832, para poupá-la, também, desse flagelo.
O quarto voto do povo de Lyon se deu no século XIX; em 1870, quando os prussianos invadiram a França, cerca de cem mulheres se encontraram com o arcebispo Ginoulhiac e fizeram um voto em Notre-Dame de Fourvière para libertar sua pátria e proteger Lyon; o arcebispo prometeu construir um novo santuário se a cidade fosse poupada; o voto foi cumprido; os prussianos foram detidos em Nuits-Saint-Georges e o Tratado de Frankfurt foi assinado em 10 de maio de 1871; a pedra fundamental da igreja votiva de Notre-Dame de Fourvière foi lançada em 1872.
Sob a direção da Comissão de Fourvière, a colina tornou-se um vasto canteiro de obras por quase um século; Pierre Bossan foi nomeado arquiteto e contou com a assistência de Louis Sainte-Marie Perrin; a morte de Pierre Bossan em 1888 não interrompeu os trabalhos, e o filho de Louis Sainte-Marie Perrin, Antoine, deu continuidade à obra dos dois em 1917, após a morte do pai; nesse ínterim, a igreja foi consagrada pelo bispo Coullié em 16 de junho de 1896, e, no ano seguinte, o Papa Leão XIII a elevou à categoria de basílica; os trabalhos de construção continuaram até 1964.
A Basilique Notre-Dame de Fourvière tem 86 metros de comprimento e 35 metros de largura; apresenta um estilo arquitetônico único, com influências bizantinas, góticas e românicas; possui quatro torres, cada uma com 48 metros de altura, representando as virtudes cardeais: Prudência (Torre Nordeste) e Temperança (Torre Sudeste) estão voltadas para a cidade de Lyon, enquanto Fortaleza (Torre Noroeste) e Justiça (Torre Sudoeste) contemplam a praça em frente à basílica.

Fachada principal da Basilique Notre-Dame de Fourvière; erguida de 1872 a 1964, estilo arquitetônico predominante bizantino, mas com elementos góticos e românicos; em destaque, à esquerda, a Torre Fortaleza, e, à direita, a Torre Justiça. Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
No lado direito da basílica, como pode ser observado nas fotografias em cima e embaixo, foi mantida a Capela da Virgem, fundada no século XII e reconstruída no final do século XVI, após ter sido praticamente destruída pelos protestantes.
Em 1848, o antigo campanário da capela perdeu sua torreta, conhecida como "a agulha"; o arquiteto Duboys projetou a reconstrução da torre, porém seu trabalho não foi bem recebido, e decidiu-se coroar a torre com uma estátua da Virgem Maria; Joseph-Hugues Fabish venceu o concurso e criou a Virgem de bronze dourado com 5,60 metros de altura; a inauguração da Virgem Dourada ocorreu finalmente em 8 de dezembro de 1852, dia da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

A imponente Basilique de Notre-Dame de Fourvière no alto da colina de mesmo nome, dominando a cidade; mais próximo, vê-se o campanário (mais escuro) da Capela da Virgem, fundada no século XII e reconstruída no século XVI, tendo no alto a Virgem Dourada, realizada pelo escultor Joseph-Hugues Fabish e inaugurada em 8 de dezembro de 1852. Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

As quatro Torres das Virtudes Cardeais, todas com 48 metros de altura: as duas, à esquerda, da frente para trás, Justiça e Fortaleza e, à direita, Temperança e Prudência. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Fachada principal, com frontão triangular tendo ao centro a escultura da Virgem e o Menino; sob o friso do frontão, uma galeria cujas colunas são anjos cariátides; abaixo, nas junções das arcadas, as representações dos quatro evangelistas; grandes colunas com fustes canelados, capitéis compósitos e pilares apoiados na escadaria sustentam as arcadas; na luneta do frontão da porta da igreja alta, encontra-se a imagem de Nossa Senhora tendo aos seus pés Adão e Eva. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Detalhes da fachada principal; na luneta do frontão triangular, vê-se um cenário representando o voto dos vereadores de 1643 e dos notáveis de Lyon ajoelhados diante da Virgem com o Menino, que ocupa o centro da composição, encimada por três anjos, obra de Charles Dufraine (1891-1895); os pilares da galeria, que fica sob o friso do frontão, foram esculpidos em forma de anjos cariátides por Paul-Émile Millefaut entre 1892 e 1894; espadas em punho, esses anjos-divindades reforçam o aspecto defensivo da basílica, como se fosse uma verdadeira fortaleza; abaixo da galeria e acima das junções das arcadas, encontram-se as representações dos quatro evangelistas: da esquerda para a direita, o Anjo ou o Homem Alado (São Mateus), o Leão Alado (São Marcos), o Boi ou Touro Alado (São Lucas) e a Águia (São João), obras do escultor Charles Dufraine. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Estátua de leão alado, obra de Charles Dufraine, 1885-88, que guarda a entrada da cripta ou igreja baixa, dedicada a São José; além de ser uma figura alegórica da cidade de Lyon, o leão é um emblema comum da tribo judaica de Judá, da qual São José era descendente. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
O interior da Basilique Notre-Dame de Fourvière compreende duas igrejas sobrepostas de dimensões extraordinárias, acessíveis a partir do átrio.
A igreja superior é dominada por três cúpulas e iluminada por seis vitrais que banham sua rica decoração em luz; os materiais utilizados na construção e decoração são de qualidade e beleza excepcionais: mármore branco de Carrara, granito rosa do norte da Itália, mármore azul da Saboia, ônix verde, toques de prata e ouro, e uma combinação de ébano e marfim.
A igreja alta é composta por três grandes naves e três tramos com arcos ogivais, sustentados por dezesseis colunas; contém oito capelas, e a abside é iluminada por sete altos vitrais; nas paredes laterais, seis painéis de mosaico de 50 metros quadrados, de autoria de Charles Lameire e Georges Décote, ilustram, à esquerda, a relação de Maria com a Igreja e, à direita, a relação de Maria com a França.

A nave central da basílica é ricamente decorada com uma variedade de ornamentos e detalhes dourados, e, em particular com mosaicos que cobrem a igreja do chão ao teto; o arquiteto Bossan inspirou-se nos mosaicos que revestiam as igrejas que visitou durante suas estadias na Sicília, emuladas do estilo bizantino, fruto da tolerância religiosa incentivada por Frederico II, rei da Sicília e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, no século XIII. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Todas as decorações da basílica são dedicadas à Virgem Maria, e o simbolismo só aumenta à medida que nos aproximamos da galeria do coro, cujas decorações ali utilizadas refletem a Imaculada Conceição, ou a maternidade divina de Maria.
A coroação da Virgem esculpida em mármore de Carrara por Paul-Émile Millefaut entre 1887 e 1899, que fica no altar-mor da basílica, ocorreu no último dia do Congresso Mariano Internacional realizado em Lyon, em 8 de setembro de 1900; a coroa, feita pelo ourives Armand-Calliat, não foi colocada diretamente na cabeça da Virgem; ela foi sustentada por dois anjos alados que pareciam descer do céu.
Feita de ouro e pesando mais de 4 kg, a coroa era adornada com 1.791 pedras preciosas e pérolas doadas por famílias de Lyon como sinal de devoção à Virgem Maria, padroeira da cidade; hoje, apenas a réplica, feita quando os alemães se aproximavam em 1940, está em exibição; a coroa original, infelizmente roubada em maio de 2017, ainda é procurada.

A imagem de Nossa Senhora com o Menino, esculpida por Paul-Émile Millefaut em mármore de Carrara, é o ponto central do altar-mor; Maria observa a congregação, segurando o Menino Jesus, cujos dedos estão erguidos em bênção. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Imagem de duas cúpulas no teto da nave central da basílica; em cima, a representação do Pai, e, embaixo, a representação de Maria sob o Espírito Santo; as três cúpulas representam os elos entre a Virgem Maria e os três membros da Santíssima Trindade, pois ela é filha do Pai, esposa do Espírito Santo e mãe de Cristo. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Como já dito acima, em 1832, a cólera atingiu os departamentos vizinhos e ameaçou Lyon; o arcebispo ordenou orações públicas; tendo escapado mais uma vez da peste, o povo de Lyon agradeceu a Maria encomendando uma enorme tela ao pintor Victor Orsel; agora visível na parte de trás da basílica, esta pintura é uma alegoria da derrota dessa epidemia; iniciada em 1833 pelo pintor Orsel, natural de Lyon, foi terminada após sua morte por um aluno seu e mede 6,75 metros de altura por 5 metros de largura.

Interior da fachada principal na nave central; sobre a porta principal da basílica, vê-se a pintura "A cidade de Lyon salva da cólera", obra iniciada por Victor Orsel, em 1833, uma alegoria sobre a derrota dessa epidemia pela intercessão da Virgem; a obra retrata a Virgem Maria com o Menino Jesus intercedendo pela cidade de Lyon durante a epidemia de cólera do século XIX, acompanhada por figuras simbólicas como Santa Bladina e um leão. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Capela na parede sul da basílica contendo conjunto escultórico em alto-relevo representando o Cenáculo no dia de Pentecostes, com a Virgem Maria e os apóstolos recebendo as línguas de fogo do Espírito Santo, obra do escultor suíço Joseph Belloni; acima do conjunto a inscrição em latim "Renovabis faciem terrae" (E renovareis a face da terra - tradução livre), sob a representação do Espírito Santo. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Capela da parede norte da basílica contendo conjunto escultórico representando a "Apresentação de Maria no Templo de Jerusalém", obra do escultor Paul-Émile Millefaut, instalada em 1897; o templo é evocado no topo da composição por um candelabro de sete braços (Menorá); a pequena Maria se aproxima, encorajada por sua mãe, Santa Ana, e acompanhada por seu pai, São Joaquim; o Sumo Sacerdote é representando com os braços abertos com as palmas das mãos voltadas para o alto, acolhendo a Virgem; ele porta vestes cerimoniais adornadas com o peitoral das doze tribos de Israel, cravejado com doze pedras preciosas distintas. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Em seguida, descemos uma escada monumental que nos leva à igreja baixa (cripta); obra-prima de Saint-Marie Perrin, talhada em mármore vermelho, ela se desenvolve em dupla revolução; no alto da escada, a estátua da "Sabedoria", obra de Charles Dufraine, nos acolhe com essas palavras: “Estou presente nos sábios pensamentos, a mim pertence a Justiça, a mim pertence a Prudência, a mim pertence a Fortaleza”.

A estátua da "Sabedoria", obra do escultor Charles Dufraine, de 1898-1900, que fica no alto da escada que liga a cripta (igreja baixa) à igreja alta. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
A cripta de Fourvière, dedicada a São José, é identificada como a igreja baixa; do mesmo tamanho que a basílica, foi originalmente concebida por Pierre Bossan como a entrada principal do santuário; o peregrino deveria "ir a Maria por meio de José", passando assim da escuridão da cripta para a luz da basílica.
O altar na cripta é dedicado a São José; ele é representado tanto pela estátua que o retrata segurando o menino Jesus quanto pelo grupo esculpido sob o altar que representa sua morte.
Aos pés da estátua de São José, o mosaico dos “sete pecados capitais” marca o início do eixo simbólico que representa a vitória do bem sobre o mal.

Altar-mor da cripta ou igreja baixa dedicado a São José, cuja imagem, segurando o Menino Jesus, domina a abside. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Hoje, a cripta abriga onze estátuas da Virgem Maria. Elas provêm de santuários de todo o mundo: Brasil, México, Índia, China, Hungria, Polônia, Portugal, Itália, Filipinas, África e Líbano. Cada uma delas destaca a dimensão internacional da devoção mariana. Assim, inúmeras comunidades vêm em peregrinação todos os anos para celebrar a sua Virgem.

Imagem de Nossa Senhora de Fátima (Portugal); ela é a representação da Virgem tal como ela apareceu a três crianças (pastorinhos) na então aldeia de Fátima, por seis vezes no curso do ano de 1917. Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Monumental mosaico representando Santiago de Compostela (Saint Jacques (francês) e St. James (inglês)), sua vida, lenda e algumas etapas do famoso Caminho de Compostela; obra da artistas ucraniana Larissa Perekrestova, inaugurada em 13 de outubro de 2004, na presença do cardeal arcebispo de Lyon, Philippe Barbarin; são 23 m3, 6.000 horas de trabalho, 300 nuances de cores diferentes. Cripta da Basilique Notre-Dame de Fourvière, Place de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vista da cidade de Lyon a partir do Parvis (pátio externo) da Basilique Notre-Dame de Fourvière; em destaque, a cúpula negra da Ópera National de Lyon, tendo, à sua frente, o edifício do Hôtel de Ville, no norte da Presqu'île. Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vista mais aproximida de parte da cidade de Lyon; em destaque a cúpula negra da Ópera National de Lyon, tendo, à sua frente, o edifício do Hôtel de Ville, com sua torre do relógio, e à sua direita e à frente, o Palais des Arts, com seu jardim interior (antigo claustro), no norte da Presqu'île. Parvis (pátio externo) da Basilique Notre-Dame de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vista da cidade de Lyon a partir do Parvis (pátio externo) da Basilique Notre-Dame de Fourvière; mais próximos, os telhados da Vieux-Lyon, em seguida, o leito do rio Saône, a Presqu'île, a vegetação que margeia o leito do rio Ródano, e mais ao fundo, em Part-Dieu, a alta torre, a Tour Part-Dieu, mais à direita, cor de telha, onde se encontra o Radisson Blu Hotel, onde nós estávamos alojados. Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vista de Part-Dieu, à esquerda, a Tour Incity, inaugurada em 2016, o edifício mais alto de Lyon, com 200 metros de altura contando com a antena, ao centro, a Tour Oxygène (espelhada com uma armação branca em cima), inaugurada em 2010, com 115 metros, e, à direita, a Tour Part-Dieu, conhecida como Le Crayon (O Lápis), inaugurada em 1977, com 164.9 metros de altura - os 10 andares superiores são ocupados pelo Radisson Blu Hotel Lyon, o hotel mais alto da Europa (onde nós nos hospedamos) - . Parvis (pátio externo) da Basilique Notre-Dame de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vista de Presque'île, em destaque, as cinco cúpulas cinzas do Palais de la Bourse Lyon, inaugurado em 1860 no estilo clássico francês. Parvis (pátio externo) da Basilique Notre-Dame de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vista de Presque'île, em destaque, a Place Bellecour, tendo no seu centro a estátua equestre do rei Luís XIV (Rei-Sol) da França; ao fundo, à direita, o leito do rio Ródano. Parvis (pátio externo) da Basilique Notre-Dame de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.

Vista de Presque'île, em destaque, a fachada principal da Église Saint-Nizer, igreja reconstruída nos séculos XIV e XV no estilo gótico flamejante. Parvis (pátio externo) da Basilique Notre-Dame de Fourvière, Lyon, capital da Circonscription départementale du Rhône, Região de Auvergne-Rhône-Alpes, França.
Continuamos no próximo post em Fourvière, visitando os vestígios deixados pelos romanos na colina.
Fontes:
Wikipedia
https://artsandculture.google.com/story/the-basilica-of-notre-dame-de-fourviere/9gVRAioNwv4yJw?hl=en



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