Córsega - Parte XII - Região de la Castagniccia e a Batalha da Ponte Novu - Collectivité de Corse - França -2013

Única fonte das águas de Orezza que sobrou do antigo estabelecimento termal; frias, ferruginosas, bicarbonatadas e gasosas, eram já conhecidas na Antiguidade. Quiosque da Água Mineral de Orezza (Acqua Acitosa), Comuna de Rapaggio, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Córsega - Parte XII
Saindo do território da comuna de Morosaglia, ingressamos na região tradicional de la Castagniccia.

Região Tradicional de la Castagniccia. Detalhe do Mapa da Córsega. https://www.allerencorse.com/carte-de-la-corse/
La Castagniccia
A palinologia (estudo dos grãos de pólens e esporos) mostra que o castanheiro era presente na Córsega desde os tempos neolíticos, mas as grandes plantações começaram somente no século XV, sob a dominação genovesa, principalmente na região de la Castagniccia (por isso o nome), e se desenvolveu nos séculos seguintes; o fruto desta árvore representa uma capacidade nutritiva três vezes superior em calorias àquela dos cereais em geral.
A trinta minutos do mar, reputada desde a Antiguidade por suas águas termais de Orezza, la Castagniccia oferece um quadro preservado de verdura e de frescor, para o repouso e para as caminhadas a pé graças à sua importante rede de trilhas que atravessam todo o seu território; castanheiros centenários, inumeráveis cursos d'água e fontes: a sombra e a água estão por toda parte; uma constelação de aldeias e povoados com casas entrelaçadas e pesados tetos de ardósia ocupa cada crista ensolarada; ao pôr do sol, as aldeias e os povoados são os últimos vestígios de luz que resistem ao desvanecimento do dia; as pequenas e modestas capelas românicas, datando dos séculos XI e XII, pontilham a paisagem rural, enquanto igrejas barrocas generosas em formas e cores contrastam com a sobriedade da arquitetura do entorno; dirigir um veículo no lugar é um desafio, em razão do labirinto de estradas estreitas que parecem ter um prazer perverso em serpentear interminavelmente de um vale a outro.
Mal ingressamos em la Castagniccia, nos deparamos com o Col de Prato (Bocca di u Pratu), na comuna de Quercitello.
Col de Prato, comuna de Quercitello.
A cerca de 985 metros de altitude, o Col de Prato é o ponto de partida mais fácil para a subida do Monte San Petrone; pouco após o col, se descortina uma vista deslumbrante de grande parte de la Castagniccia, do Mar Tirreno e do arquipélago toscano.

Vista da paisagem verdejante de la Castagniccia, dominada por bosques de castanheiros, tendo, à esquerda, uma pequena mancha urbana do pequeno povoado de Sttopia Nova, a partir do Col de Prato. Comuna de Quercitello, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Após sairmos do Col de Prato e passarmos por muitas curvas sinuosas, algumas com quase 180 graus, chegamos à aldeia de La Porta.
La Porta
Essa aldeia encantadora é, de fato, o centro nelvrágico da região de la Castagniccia, sendo célebre por abrigar uma das mais belas igrejas barrocas da Córsega.
A Église Saint-Jean-Baptiste foi erguida entre 1648 e 1680 com base no projeto do arquiteto milanês Domenico Baïna; apresenta uma fachada ocre e branca, ornada de finas volutas e de elegantes pilastras, e flanqueada por um atípico campanário de cinco andares, separado do corpo da igreja, acrescentado mais tarde, por volta de 1720.
A comuna também é a terra natal de Horace François Bastien Sébastiani de La Porta, mas conhecido como Horace Sébastiani, militar (marechal da França), diplomata e político francês, que serviu como Ministro da Marinha, Ministro das Relações Exteriores e Ministro de Estado durante a Monarquia de Julho, ou seja, a instalada depois da Revolução de 1830 por Luís Filipe de Orleans, que se tornou rei da França como Luís Filipe I de 1830 a 1848.

Fachada barroca da Église Saint-Jean-Baptiste; erguida entre 1648 e 1680, com base no projeto do arquiteto milanês Domenico Baïna; sua parte externa é pintada de ocre, com as ornamentações em branco. Aldeia de La Porta, Comuna de La Porta, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Conjunto Église Saint-Jean-Baptiste e o campanário La Porta; ao lado da porta de entrada, encontram-se duas colunas apoiadas em pilastras; abaixo das colunas e das pilastras, encontram-se pedestais; no alto, acima das colunas, temos o entablamento, elemento saliente que coroa uma fachada, constituído pela arquitrave (que repousa sobre os capitéis das colunas), pelo friso e pela cornija; sobre a porta e entre o entablamento, encontram-se dois cartuchos ou cartelas (elementos decorativos ovais com face ligeiramente convexa, que pode abrigar uma divisa, um baixo-relevo ou uma pintura). Aldeia de La Porta, Comuna de La Porta, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Detalhes barrocos da fachada principal: acima, no centro, embaixo da cruz, o frontão curvo, tendo no centro dele uma concha, motivo barroco por excelência, e, emoldurando-o internamente, folhagens; nos lados do frontão, dois pots à feu (vaso de pedra circular, encimado por uma chama); acima da cornija, distribuídas nas duas laterais, do centro para as pontas, temos grandes volutas, mais conchas e vasos de acabamento (elemento decorativo que coroa um edifício ou parte de um edifício); entre o entablamento e acima da porta, os cartuchos ou cartelas com divisas. Église Saint-Jean-Baptiste, Aldeia de La Porta, Comuna de La Porta, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Detalhes barrocos da fachada principal mais aproximados; acima da cornija, do centro para a ponta: grande voluta, concha e vaso de acabamento; abaixo, o entablamento, acima dos capitéis das colunas, de cima para baixo: cornija, friso e arquitrave. Église Saint-Jean-Baptiste, Aldeia de La Porta, Comuna de La Porta, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Cartucho ou cartela acima da porta de entrada, tendo a divisa em latim: "Não houve um maior que João Batista" (tradução livre do latim). Église Saint-Jean-Baptiste, Aldeia de La Porta, Comuna de La Porta, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Campanário da Église Saint-Jean-Baptiste, erguido mais tarde, em 1720, com cinco andares; o campanário encontra-se apartado da igreja, ao estilo italiano. Aldeia de La Porta, Comuna de La Porta, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Mais ao sul, depois de muitas curvas, ingressamos na comuna de Campana.
Campana
A bela pequena aldeia de Campana, sede da comuna de mesmo nome, empoleirada, encontra-se no coração de la Castagniccia, a 800 metros de altitude.

Bovinos na Estrada D 71, em direção à pequena aldeia de Campana. Comuna de Campana, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Estacionamos nosso carro sob os castanheiros, ao longo da Estrada D 71 e galgamos pelas ruelas em escadarias até o alto da aldeia, onde se encontra, em dominância, a Église Saint-André de Campana.
A igreja foi possivelmente edificada na primeira metade do século XVIII, remodelada em meados do século XIX, e seu campanário erguido em 1820, conforme indica a data inscrita; no seu interior, abriga uma bela tela "A adoração dos pastores", atribuída ao pintor espanhol Francisco de Zubarán ou a um de seus discípulos; pela sua técnica de pintura e pelos rostos tipo andaluz, o quadro possivelmente tem relação com a escola de Sevilha do século XVII.

Fachada principal da Église Saint-André, construída, possivelmente, na primeira metade do séc. XVIII e remodelada no século XIX; o campanário de pedra foi erguido em 1820. Sant'Andria, 35, Aldeia de Campana, Comuna de Campana, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Placa em mármore alusiva aos caídos da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), em memória dos filhos de Campana mortos pela Pátria. Instalada na fachada da Église Saint-André, Sant'Andria, 35, Aldeia de Campana, Comuna de Campana, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Fachada direita da Église Saint-André e base do campanário, todos em pedra. Sant'Andria, 35, Aldeia de Campana, Comuna de Campana, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Entrada lateral da fachada esquerda da Église Saint-André. Sant'Andria, 35, Aldeia de Campana, Comuna de Campana, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Descendo para alcançar o carro à margem da Estrada D 71, nos deparamos com uma placa em cerâmica instalada numa fachada de uma casa, na Via Borgo, 23, nas proximidades da igreja, em memória de um filho da aldeia, o cabo Ange Louis Campana, morto em 18 de julho de 1918.

Placa alusiva à morte do cabo Ange Louis Campana, nativo da aldeia, durante a 1ª Guerra Mundial, instalada num nicho acima do lintel da porta de entrada: "À memória de nosso caro filho e de meu irmão lamentado Ange Louis Campana, cabo, morto pela França em 18 de julho de 1918, aos 23 anos. Orai por ele" (tradução livre do francês). Via Borgo, 23, Aldeia de Campana, Comuna de Campana, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Continuando a nossa visita à região tradicional de la Castagniccia, nos dirigimos para o sul e alcançamos a comuna de Piedicroce.
Piedicroce
Situada aos pés do Maciço do Monte San-Petrone, a comuna foi uma das mais importantes de la Castagniccia; lá é onde ficam as ruínas do Convento de São Francisco, que foi fundamental para os movimentos de libertação da Córsega; também serve de ponto de partida para diversas trilhas que atravessam os vales verdejantes da região.
Começamos nosso passeio pelas Ruines du Couvent d'Orezza ou Couvent Saint-François.
Símbolo da identidade corsa, o Convento de Orezza foi edificado em 1485 pelos Freis Menores Observantes (hoje, Ordem dos Frades Menores - OFM) que, em seguida, o cederam aos reformados (hoje, Frades Menores Capuchinhos (OFMCap)); a Église San-Francescu (Igreja de São Francisco) - 33 metros de comprimento e 11 de largura -, que era pavimentada com ladrilhos, cercada a leste por um bosque de azinheiras e incluía 6 capelas e o altar-mor, foi construída pelos franciscanos; ela caiu em ruínas a partir de 1832, data na qual ela foi vendida a particulares, bem como as terras do entorno, em 1828; mais tarde, o presbitério, o convento, o oratório, as terras restantes e os castanheiros foram alienados, igualmente a particulares.
O convento teve um papel considerável na história da Córsega no século XVIII: em 1731, ele abrigou a famosa reunião dos teólogos que proclamaram, sob condições, a guerra contra os genoveses "justa e santa"; em 1735, aqui teve lugar a proclamação do "Governo Separato" (dos genoveses) e aquele da "Immaculée Conception Reine de la Corse" (Imaculada Conceição Rainha da Córsega); em 1757, 1761 e 1765 notadamente, Pasquale Paoli se alojou aqui a fim de descer à fonte de Orezza para tomar suas águas; após a Revolução Francesa, em 1790, no seu retorno do exílio, Paoli foi aclamado pela grande "Cunsulta" dos corsos, que lhe conferiu os plenos poderes: presidente do Conselho Geral e comandante-em-chefe dos Guardas Nacionais.
Assim, este convento, em 1731, nos primeiros dias da Revolução, uma consulta se reuniu, na qual os teólogos nativos da Córsega santificaram a rebelião e declararam ser justo que o povo resistisse à tirania com força; em 1734, outra consulta ali renovou oficialmente a rebelião após o colapso da trégua mediada pela Áustria; e foi ali novamente, em 1735, que uma terceira consulta se reuniu para proclamar a efêmera República da Córsega.
Após seu abandono, a igreja serviu de cemitério e depois de estábulo para os gendarmes; nas suas dependências, havia 4 dormitórios pavimentados com ardósia, uma cozinha onde jorrava uma nascente de água fresca, e um longo edifício anexo para diversos usos: um bistrô e uma boate chegaram a ser instalados ali no final do século XIX.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os invasores italianos fizeram do convento um depósito de munições, que eles explodiram quando os alemães se aproximaram para ocupá-lo em setembro de 1943; os danos foram consideráveis, o que levou as autoridades públicas a recusarem-se a classificar o convento como monumento histórico, ou mesmo a incluí-lo no inventário.

Fotografia do Couvent Saint-François ou Couvent d'Orezza possivelmente antes da 1ª Guerra Mundial, tendo, à direita, a igreja conventual, Église San-Francescu, com seu campanário de pedra. Couvent d'Orezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
San Francescu di u Piedicroce di 'lOrezza era um prédio conventual de franciscanos reformados; como todos os edifícios franciscanos corsos, ele serviu de igreja, de cemitério e de lugar de reuniões também; foi aqui que se desenrolaram as principais reuniões políticas das revoluções da Córsega, ditas consultas, onde se tratava dos assuntos mais importantes do momento; é assim que se teve a grande reunião dita dos teólogos, em março de 1731, que decidiu que era legítimo se revoltar se o governo genovês fosse declarado tirânico; Paoli residiu aqui por várias vezes ao fio dos anos, particularmente para tomar as águas, mas também por que a industriosa região de Orezza tinha sido a origem das revoluções da ilha.
Mas é em outubro de 1790 que o Convento de Orezza entrou na história por ocasião de uma assembleia eleitoral na qual participaram, dentre outros, o antigo general da nação corsa, Pasquale Paoli, e o futuro imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte, bem como algumas figuras de destaque do período revolucionário na Córsega, como Charles-André Pozzo di Borgo e os irmãos Arena; todos chegaram a cavalo, a maior parte oriundos de Bastia, com o objetivo de encontrar Paoli, de retorno após vinte e dois anos de exílio; nessa ocasião, se mencionou um cortejo de mil cavaleiros; Paoli abriu a assembleia com um grande discurso; ele anunciou as lições da história: os corsos, durante sua administração, governaram-se sob uma constituição que eles mesmos estabeleceram livremente; seu governo era democrático, enquanto que, como os eventos recentes demonstravam, o mundo inteiro gemia sob o cetro dos reis.

Placa alusiva ao encontro de Paoli com Bonaparte, em 1790, no Couvent d'Orezza, reprodução da obra do pintor Varese, exposta no Museu de Morosaglia. Couvent d'Orezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
A reunião de Orezza marcou a vitória dos patriotas sobre os monarquistas; Paoli, ao final da reunião, foi eleito presidente do novo Conselho Geral; ele também era comandante-geral da guarda nacional e logo se tornaria chefe das tropas; portanto, estava à frente tanto do poder civil quanto do militar, o que parecia inadmissível no espírito da Constituição que a assembleia nacional estava em processo de elaboração; mas essa situação representa, sem dúvida, o ponto de vista unânime dos participantes da reunião de Orezza, incluindo os irmãos Bonaparte, Napoleão e José; porque Orezza é um dos raros momentos de quase unanimidade dos corsos e, em todo caso, do partido patriota, dois anos antes de este se desintegrar.

Placa alusiva ao encontro de Pasquale Paoli e Napoleão Bonaparte, em 1790, e sobre a criação e a história do Convento e da Igreja Conventual. Couvent d'Orezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Hoje, restam apenas ruínas com risco de desabamento; a igreja, a céu aberto, oferece restos de policromia sob as arcadas das capelas barrocas; numa delas, se distingue o emblema dos franciscanos: dois braços cruzados sobre uma cruz; já o convento revela, através de buracos enormes, as profundezas de suas adegas e passagens subterrâneas.

Ruínas da Église San-Francescu e do seu campanário, pertencente ao Couvent d'Orezza ou San Francescu di u Piedicroce di 'lOrezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Nave principal da Église San-Francescu, a igreja conventual do Couvent d'Orezza; em 1751, uma nova constituição da Córsega foi votada nas instalações do convento. Couvent d'Orezza ou San Francescu di u Piedicroce di 'lOrezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Nave principal da Église San-Francescu, a igreja conventual do Couvent d'Orezza; em 1735, a Cunsulta d'Orezza proclamou a independência da Córsega nas instalações do convento. Couvent d'Orezza ou San Francescu di u Piedicroce di 'lOrezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Vestígios da pintura policromática de capela barroca de 1769 da Église San-Francescu, igreja conventual do Couvent d'Orezza ou San Francescu di u Piedicroce di 'lOrezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Ornamentações barrocas de capela da Église San-Francescu, igreja conventual do Couvent d'Orezza ou San Francescu di u Piedicroce di 'lOrezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Campanário robusto de pedra da Église San-Francescu, igreja conventual do Couvent d'Orezza ou San Francescu di u Piedicroce di 'lOrezza, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Na aldeia de Piedicroce, a grande atração é a Église Saint-Pierre et Saint-Paul (Ghjesgia San Petru è San Paulu, em corso)
A igreja apresenta uma bela fachada barroca do século XVIII e um campanário quadrado; o seu interior surpreende pela abundância de decorações que mescla motivos geométricos pintados, estuques e trompe-l'oeil (engana olho); sobre o altar-mor, a pintura sobre tela de um primitivo italiano representando a Virgem e o Menino Jesus; o coro do século XVIII seduz por sua rica decoração de estuque pintado; a magnífica caixa policromada que abriga o órgão mais antigo da Córsega, atribuído a Giorgio Spinola, e que provém da Pro-cathédrale Sainte-Marie de Bastia.

Fachada sudeste da Église Saint-Pierre et Saint-Paul (Ghjesgia San Petru è San Paulu), erguida provavelmente no último quarto do século XVII; a fachada principal foi concluída no século XVIII, no estilo barroco; a base do campanário quadrado é de pedra. Aldeia de Piedicroce, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Relógio de sol sobre a porta da fachada sudeste da Église Saint-Pierre et Saint-Paul (Ghjesgia San Petru è San Paulu). Aldeia de Piedicroce, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Altar-mor com características do estilo rococó, com fundo branco com ornamentações em dourado; no centro, pintura sobre tela representando a Virgem e o Menino, ladeada das imagens de São Pedro (à esquerda, com as chaves dos céus) e São Paulo (portando uma espada). Église Saint-Pierre et Saint-Paul (Ghjesgia San Petru è San Paulu). Aldeia de Piedicroce, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Pintura sobre tela de um primitivo italiano representando a Virgem e o Menino, no altar-mor da Église Saint-Pierre et Saint-Paul (Ghjesgia San Petru è San Paulu). Aldeia de Piedicroce, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Sobre a tribuna da entrada principal da igreja pode ser visto o belo buffet d'orgue (caixa) policromado contendo o mais antigo órgão da Córsega, construído em 1619 por Vitani Giorgio Spinola, para a então Cathédrale Sainte-Marie de Bastia. Église Saint-Pierre et Saint-Paul (Ghjesgia San Petru è San Paulu). Aldeia de Piedicroce, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Monument aux Morts de Piedicroce, 1ª e 2ª Guerres Mondiales (Monumento aos Mortos das 1ª e 2ª Guerras Mundiais) - aos filhos mortos pela Pátria, em frente à fachada principal da Église Saint-Pierre et Saint-Paul. Aldeia de Piedicroce, Comuna de Piedicroce, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Na sequência, fomos para a comuna de Rapaggio.
Rapaggio
Rapaggio se situa no coração de la Castagniccia e mais precisamente na região de Orezza, conhecida por suas águas gasosas e ferruginosas;
Na comuna, visitamos as Águas de Orezza (Acqua Acitosa), uma antiga estação termal situada no fundo de um valão coberto de soberbos castanheiros; as águas de Orezza, frias, ferruginosas, bicarbonatadas e gasosas, eram já conhecidas na Antiguidade; no século XIX, as águas eram utilizadas para tratar casos de anemia, distúrbios do sistema nervoso, malária e doenças do fígado e dos rins.
Do antigo estabelecimento termal subsiste, sob um quiosque no centro do parque, uma fonte onde se pode provar a água.
Hoje, as águas passam por um processo para melhorar o gosto e são vendidas engarrafadas.

Quiosque da fonte de Orezza. Água Mineral de Orezza (Acqua Acitosa), Comuna de Rapaggio, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Única fonte das águas de Orezza que sobrou do antigo estabelecimento termal; frias, ferruginosas, bicarbonatadas e gasosas, eram já conhecidas na Antiguidade. Quiosque da Água Mineral de Orezza (Acqua Acitosa), Comuna de Rapaggio, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Continuamos nossa visita, agora na comuna de Carcheto-Brustico.
Carcheto-Brustico
A estrada sobe, oferecendo belas vistas para o vale de Orezza, dominado pelo Monte San Petrone; a comuna abriga uma pedreira de exploração do "verde de Orezza"; essa rocha ornamental que foi utilizada na famosa Capela dos Médicis, em Florença, é uma variedade mais dura de ofiolito de uma excepcional beleza; ela é encontrada unicamente na Córsega.
Em seguida, ingressamos no povoado de Carcheto (Carchetu, em corso), conhecido por sua igreja com decorações vivas e pinturas primitivas realizadas por artistas locais.

Povoado de Carcheto, visto a partir da D 506, ainda na comuna de Stazzona, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Em destaque, o alto campanário da barroca Église Sainte-Marguerite de Carcheto; localizado no lado esquerdo do edifício, possui seis níveis e é encimado por uma edícula de seis vãos; ainda na comuna de Stazzona, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
A Église Sainte-Marguerite de Carcheto é talvez um dos monumentos religiosos mais impressionantes da Córsega, datando dos séculos XVII e XVIII; é adornada com um monumental campanário vazado; em sua fachada principal, cornijas, pilastras, colunas adossadas e nichos compõem um conjunto harmonioso; a cor quente da pedra contrasta com as manchas pretas dos orifícios de fixação das vigas; as pinturas da via sacra são de 1790; o altar-mor, ao pé do qual Santa Margarida de Antioquia encontra-se representada, é encimado por um tabernáculo monumental de madeira policromada.

Fachada principal da Église Sainte-Marguerite de Carcheto; estilo barroco, séc. XVII a XVIII; apresenta uma fachada principal dividida em três níveis, separados por cornijas; a seção central é encimada por um frontão segmentado com laterais projetadas; a porta de entrada esculpida é ladeada por pequenas colunas e encimada por um entablamento e um nicho. Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Porta principal monumental da igreja, ladeada por colunas e encimada por um entablamento e um nicho. Église Sainte-Marguerite, Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Detalhe da porta da igreja, com almofadas de madeira representando cartuchos encimados por coroas de Santa Margarida de Antioquia. Église Sainte-Marguerite, Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Imagem de Sainte Marguerite d'Antioche (Santa Margarida de Antioquia) aos pés do altar-mor da igreja. Église Sainte-Marguerite, Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Imagem de Sainte Marguerite d'Antioche (Santa Margarida de Antioquia); uma das tradições conta que, engolida por Satanás (que assumira a forma de um dragão), ela rasgou a pele dele com um crucifixo que possuía, saindo então, de dentro do animal (por isso ela é representada com um crucifixo na mão perfurando um dragão). Église Sainte-Marguerite, Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Escada original de madeira que dá acesso à tribuna do órgão. Église Sainte-Marguerite, Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Casas tradicionais de pedra com telhados de ardósia. Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Casa tradicional de pedra. Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Casa tradicional de pedra em ruínas, tomada pela vegetação. Povoado de Carcheto, Comuna de Carcheto-Brustico, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Mais para o sul da região tradicional de la Castagniccia, fomos até a comuna de Piazzali.
Piazzali
A comuna abriga, num valão acessível por uma rota difícil, o Couvent d'Alesani.
A fundação do Couvent Saint-François d'Alesani (Cuventu San Francescu d'Alisgiani) remonta aos primeiros tempos da ordem franciscana na Córsega, no século XIII; erguido em seu local atual desde o final do século XVI, o Convento de Alesani testemunhou muitos eventos, incluindo a coroação histórica do primeiro e único rei da Córsega: Théodore de Neuhoff.
Théodore de Neuhoff, barão de Vestfália, nasceu em 1694, em Colônia, então cidade imperial livre do Sacro Império Romano-Germânico, e cresceu na corte da princesa palatina tornando-se pajem antes de propor seus serviços a várias cortes europeias; em Livorno, cidade da atual Itália, ele conheceu alguns exilados corsos que lhe contaram o estado deplorável da sua ilha; o aventureiro prometeu sua ajuda se o nomeassem rei.
Em 12 de março de 1736, ele desembarcou na praia de Aléria com um carregamento de armas e de munições comprada em Túnis; em 15 de abril, uma Cunsulta se reuniu no Couvent Saint-François d'Alesani, ocasião em que o barão alemão foi coroado rei da Córsega sob o nome de Théodore I, enquanto uma nova constituição era adotada; uma dieta (parlamento) assistia o rei, bem como Agostino Gaifferi e Hyacinthe Paoli (pai do futuro líder patriota Pasquale Paoli) foram nomeados ministros.
O regime chegou a cunhar moedas e proclamar a liberdade de consciência com o fim de atrair comerciantes de origem judaica do continente na esperança de relançar a atividade econômica na ilha, mas a resistência dos genoveses, a desconfiança dos generais corsos e a falta de recursos obrigaram Théodore a reembarcar em Solenzara, em 11 de novembro de 1736, apenas oito meses depois de chegar na ilha, nunca mais retornando à Córsega, vindo a falecer em Londres, em 1756.

Couvent Saint-François d'Alesani, fundado pelos franciscanos no século XIII e transferido para este lugar no século XVI; foi neste convento que uma Cunsulta da nação corsa, em 15 de abril de 1736, proclamou e coroou o barão alemão Théodore de Neuhoff como rei da Córsega, com o nome de Théodore I. Comuna de Piazzali, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Voltando para Corte, nos deparamos com caprinos soltos ao longo da estrada.

Bando de cabras passeando pelas estradas da Córsega, entre as comunas de Piazzali e de Corte, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Cabras nas estradas da Córsega, entre as comunas de Piazzali e de Corte, região tradicional de la Castagniccia, Communauté de communes de la Castagniccia-Casinca, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
No dia seguinte, saímos de Corte em direção a Bastia pela Estrada T 20, e, na comarca de Castello-di-Rostino, visitamos a Ponte Novu, onde as tropas corsas comandadas pelo líder patriota Pasquale Paoli foram definitivamente derrotados pelos franceses do rei Luís XV em 8 de maio de 1769.
Castello-di-Rostino
Chegando na aldeia de Ponto-Novo, à esquerda da Estrada T 20, bem próxima à rota, encontra-se a Ponte Novu.
No século XVIII, a Córsega tornou-se um ponto estratégico para as grandes potências que disputavam a supremacia no Mediterrâneo. Sua posse era sobretudo considerada pelo Reino da França como vital. Após 30 anos de negociações e transações, é finalmente com os genoveses que o rei Luís XV assina, em 15 de maio de 1768, um tratado pelo qual a Sereníssima República lhe cedia o exercício da soberania sobre a ilha, no mesmo momento em que esta se libertava do jugo genovês e era organizada pelo líder patriota Pasquale Paoli como uma nação independente e democrática.
Os corsos, que esperavam concluir com a França um acordo de salvaguarda de sua liberdade e a independência de seu governo, decidiram, então, se levantar contra os soldados do rei. Eles lhes opuseram uma feroz resistência em Cap Corse, le Nebbio, la Casinca, e até conseguiram colocá-los em dificuldades ao conquistar algumas vitórias, principalmente em Borgo, em outubro de 1768. Com a chegada de reforços em homens e em artilharia, e sob o novo comando do conde de Vaux, o exército real recuperou a vantagem no início de 1769. A ofensiva geral foi desencadeada em 5 de maio. Paoli teve que abandonar seu quartel general de Murato e recuar com suas tropas em direção a Corte.
Em 8 de maio de 1769, uma batalha decisiva teve lugar aqui mesmo, na Ponte Novu. Mal equipados, menos numerosos, e vítimas de erros de alguns de seus chefes, os soldados corsos, os naziunali, combateram com uma coragem que seria glorificada por Voltaire, mas foram dizimados. Em algumas semanas, as tropas de Luís XV submeteram toda a ilha. Abandonado pela maior parte de seus tenentes, Paoli resolveu deixar a Córsega. Em 13 de junho, ele embarcou em Porto-Vecchio, depois foi para a Inglaterra. Ele voltaria à França somente em 1790. O homem das luzes receberia um acolhimento triunfal.
Charles Marie Bonaparte, acompanhado de Maria Letizia Ramolino e do pequeno José Bonaparte, primeiro fugiram através do maquis, mas depois a família optou por se aliar à França.
A Ponte Novu foi parcialmente destruída por bombardeios alemães durante a 2ª Guerra Mundial, nunca sendo restaurada.

Reprodução da Batalha de Ponte Novu (8 a 9 de maio de 1769) entre o exército francês do conde de Vaux e as tropas nacionalistas corsas de Pasquale Paoli; autor desconhecido, datada do século XIX. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bataille_de_Ponte_Novu.jpg#filehistory

Ponte Novu, erguida sobre o rio Golo; é a ponte mais importante da história da Córsega, nas proximidades da estrada que liga Corte a Bastia; tropas francesas, derrotadas em Borgo, depois fizeram, em 1º de maio de 1769, movimento em direção a Repale, em le Nebbio; obrigaram, assim, Pasquale Paoli a abandonar Murato e passar à margem direita do rio Golo, se internando em la Castagniccia; mas, em 8 de maio de 1769, Paoli fez seus homens atravessarem o rio Golo e atacar imprudentemente os franceses; nesse dia, a Ponte Novu foi palco de trágico enfrentamento entre as tropas de Paoli e o exército francês; rechaçados pelos franceses, os corsos recuaram até a ponte, mas foram barrados por mercenários prussianos; o choque de 1769 marcou o fim da guerra da independência da Córsega, com a vitória dos franceses. Aldeia de Ponto-Novo, Comarca de Castello-di-Rostino, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Ruínas da Ponte Novu; a derrota corsa nesta ponte, em maio de 1769, marcou a anexação da Córsega à França; Pasquale Paoli, retirou-se para Corte e abandonou a luta; em 13 de junho de 1769, Paoli embarcou secretamente em Porto-Vecchio para a Grã-Bretanha; a ponte foi parcialmente destruída pelos bombardeios alemães durante a 2ª Guerra Mundial. Aldeia de Ponto-Novo, Comarca de Castello-di-Rostino, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Rio Golo sob a ponte genovesa conhecida como Ponte Novu. Aldeia de Ponto-Novo, Comarca de Castello-di-Rostino, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.
Terminado nosso passeio pela Córsega, retornamos para Bastia e partimos para Nice no navio da Corsica Ferries e, em seguida, para o Brasil.

Terminal Norte do Porto de Bastia, embarcando para Nice. Nouveau-Port de Bastia. Quai Nouveau, Bastia, capital do Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Terraço superior aberto do navio da empresa Corsica Ferries. Nouveau-Port de Bastia. Quai Nouveau, Bastia, capital do Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Navio da empresa Corsica Ferries, partindo de Bastia. Litoral da cidade de Bastia, capital do Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.

Vista da Ilhota de la Giraglia, na ponta de Cap Corse, extremo norte da ilha, na despedida da Córsega, a partir do navio da Corsica Ferries. Córsega, França.
Fontes:
Wikipedia
"Petit Futé Corse 2013", de Xavier Bonnin, Jean-Paul Labourdete, Dominique Auzias et alter; édité par Les Nouvelles Editions de l'Université, 18, rue des Volontaires, Paris, France; impression par Imprimerie Chirat, Saint-Just-la-Pendue, France, février 2013.
"Le Guide Vert Michelin Corse"; responsable par collection Anne Teffo; édition de Natacha Brumard; rédaction de Jordane Bertrand, Isabelle Bruno, Louise Druet, Jean-Louis Gallo, Guylaine Idoux e Hervé Kerros; édité par Michelin, Propriétaires-éditeurs et Michelin Guides Touristiques, 27, cours de l'Île-Seguin, Boulogne-Billancourt, France; impression par Tipografica Varese, Italie, 01-2013.
"La Corse - Île de Beauté, Terre de Liberté", de Jean-Paul Brighelli; collection conçue par Pierre Marchand, édité par Découvertes Gallimard Culture et Société; impression par IME, France, avril 2004.
Destination Corse 2012, Milan Presse, 300, rue Léon-Joulin, 31101, Toulouse, France, Président Bayard Presse représenté por Georges Sanerot, Rédacteur en chef: Olivier Thevenet.
"Pasquale Paoli", texte de Frédéric Bertocchini, photografies de Jean-Christophe Attard; Collection Mémoires Corses; Editions DCL, Z. I. du Vazzio, Ajaccio, France; Impression Book Partners China Ltd; Juin 2010.




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