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Córsega - Parte XI - Corte, Haut-Asco e Morosaglia - Collectivité de Corse - França -2013

há 16 horas
23 min de leitura

Vista do Maciço de Monte Cinto, onde fica o pico mais alto da Córsega, 2.706 metros de altitude. Estação de esqui de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.



Córsega - Parte XI


Saímos de Aléria e seguimos para a região centro-norte da Córsega, onde estão localizadas cidades muito importantes para a história da ilha - Corte e Morosaglia - e o maciço mais elevado da Córsega, o Monte Cinto, com 2.706 metros de altitude.




Corte, Asco, Haut-Asco, Ponte-Leccia e Morosaglia. Detalhe do Mapa da Córsega. https://www.allerencorse.com/carte-de-la-corse/


Começamos nossa visita pela comuna de Corte.


Corte


Capital da "nação corsa" de Pasquale Paoli entre 1755 e 1769, Corte teve um papel histórico fundamental e resta, ainda hoje, como a capital do coração dos corsos; por sua situação, no centro da ilha, ponto de encontro de todos aqueles que abandonam os costumes artificiais das praias e costas por sua história que forjou ao longo dos séculos uma alma pura, resistente ao ocupante, seja ele quem for, por sua arquitetura de simplicidade, mas de personalidade, com suas casas modestas e imponentes e seu autêntico centro histórico; aprecia-se passear pela cidade velha, com suas ruelas íngremes de pedras, dominadas pela cidadela.


Corte, empoleirada em seu afloramento rochoso, protegida por seus desfiladeiros e montanhas, já era uma fortaleza no século XI; Vincentello d'Istria, um aventureiro corso que entrou para o serviço de Afonso V, rei de Aragão, e serviu aos seus desígnios na ilha, fortificou o "ninho da águia" de Corte (a parte superior da atual cidadela) em 1419; ele morreu decapitado em Gênova em 1439.


A partir de 1459, Gênova reinou novamente sobre Corte, que, na época, era somente uma aldeia grande; em 1553, os habitantes da cidade, ligados à causa francesa, entregaram eles mesmos as chaves ao líder patriota Sampiero Corso; mas, em 1559, o tratado de Cateau-Cambrésis restituiu a ilha aos genoveses que restaram seus senhores por cerca de 200 anos; até que, em 1746, um dos filhos de Corte, Gian Pietro Gaffori, conseguiu tomar sua cidade natal do controle genovês, mas, em 1753, morreu numa emboscada no caminho de Corte.


Em 15 de julho de 1755, a Cunsulta Suprême Générale du Royaume de Corse, em Sant'Antonio de la Casabianca, colocou, com oposição de Gênova, Pasquale Paoli na cabeça da nação, no cargo de general, se ocupando da economia e da política do reino.


Ele decidiu, em outubro do mesmo ano, estabelecer sua residência em Corte, no centro da ilha; em 29 de novembro de 1755, o novo governo se instalou no prédio chamado Palazzu Naziunale, mas o sonho não durou muito tempo, posto que, em 1769, Paoli foi derrotado pelos franceses, a quem Gênova havia entregue o controle da ilha, passando a cidade definitivamente ao domínio da França.




A cidade de Corte, vista a partir da Rudula (Panaté). Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Placa representando a cidade de Corte no passado; veem-se, indicado pelo B, o Castelo (Ninho de Águia) com habitações e prisão; pelo A, Palazzu Naziunale; pelo Q, a praça e a escadaria do Palazzu; pelo C, a Paróquia intitulada da Senhora da Anunciação; pelo N, a casa e o jardim do herói Gaffori. Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Vista da cidade de Corte; destaque, à esquerda, o campanário da Église de l'Annonciation; à direita da igreja, com uma fachada bege com várias janelas e telhado cinza, o Palazzu Naziunale; e no alto, o Nid d'Aigle (Castelo Ninho de Águia), cercado pela Citadelle. Rudula (Panaté), Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Nova vista, mais aproximada, da Vieille Ville de Corte; em destaque, à esquerda, o campanário da Église de l'Annonciation; no centro, com seu telhado cinza e fachadas beges, o Palazzu Naziunale; e, no alto, à direita, o Nid d'Aigle (Castelo Ninho de Águia), cercado pela Citadelle. Rudula (Panaté), Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




O Castelo e a Cidadela de Corte representados numa gravura não datada. https://www.pozzodiborgo.com/journal/histoire-corte


Iniciamos nossa visita pela Citadelle de Corte; esta está distribuída em dois níveis; no interior de recinto abaluartado do século XIX, um primeiro platô, o mais extenso, foi desenvolvido no final do século XVIII, sob o reinado de Luís XVI e, posteriormente, sob o de Luís Filipe, no segundo quartel do século XIX; ele mandou demolir as residências e a capela que se encontravam dentro desses limites.


O nível superior ocupa toda a ponta sul e apresenta o aspecto de um verdadeiro ninho de águia sobre o esporão rochoso; essa parte, denominada castelo, foi edificada em 1419 ou 1420 por Vicentello d'Istria, vice-rei da Córsega pela conta de Afonso V, rei de Aragão; pode-se visitar as antigas casernas, as prisões e a torre (antigo donjon); do seu mirante, a vista abrange a Vieille Ville (Cidade Velha), o início dos vales dos rios Tavignano (que desagua na costa de Aléria) e Restonica e as numerosas aldeias espalhadas na encosta da montanha.


Ocupada até 1983 pela Legião Estrangeira da França, a Citadelle abriga atualmente o escritório de turismo e o Musée de la Corse.




Citadelle de Corte, construída pelos franceses, terminada por volta de 1776; no alto, o Nid d'Aigle (Ninho de Águia), do século XV, erguido por Vicentello d'Istria, vice-rei da Córsega, preposto de Afonso V, rei de Aragão. Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Nid d'Aigle (Ninho de Águia), castelo erguido sobre esporão rochoso, dominando a cidade e os vales dos rios, por iniciativa de Vincentello d'Istria, vice-rei da Córsega em nome de Afonso V, rei de Aragão, em 1419 ou 1420. Citadelle, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Vista norte das muralhas da Citadelle de Corte, erguidas pelos franceses no final do século XVIII, a partir do terraço do castelo (Nid d'Aigle). Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Na saída da Citadelle, nos encontramos na Place d'Armes (Praça de Armas); no n. 1, no canto das escadarias que descem em direção à Place Gaffori, eleva-se a casa onde nasceu, em 1768, José Bonaparte, irmão mais velho de Napoleão e futuro rei da Espanha; os pais deles, Carlos e Letizia, viveram aqui por cerca de um ano; é nessa mesma casa que nasceu, dez anos mais tarde, Jean-Thomas Arrighi de Casanova (1778-1858), companheiro de armas de Napoleão e duque de Pádua.




Casa em que nasceu, em 1768, José Bonaparte, irmão mais velho de Napoleão e futuro rei de Nápoles e, em seguida, rei da Espanha; também nasceu aqui Arrighi de Casanova, em 1778, companheiro de armas de Napoleão Bonaparte e duque de Pádua. Place d'Armes, 1, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Placa na casa fazendo referência ao nascimento de José Bonaparte, futuro rei de Nápoles e rei da Espanha, em 1768, e ao de Arrighi de Casanova, futuro general de divisão, governador dos Inválidos (Paris) e duque de Pádua, em 1778. Place d'Armes, 1, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Na mesma praça, encontra-se o Palazzu Naziunale ou, em francês, Palais National.


Maciço e único vestígio da arquitetura civil genovesa em Corte, essa antiga residência do representante da Suberbe (Soberba, como era conhecida a República de Gênova) tornou-se a sede do governo da Córsega instituído por Pasquale Paoli em 1755; o prédio também servia de residência do líder patriota e, a partir de 1765, abrigou a primeira universidade da Córsega, que acolheu, inicialmente, 300 estudantes, mas não sobreviveu quando da partida de Pasquale Paoli para o exílio, em 1769.


O único rei da Córsega, Théodore de Neuhoff, teve, no passado, a ideia de criar uma universidade na ilha, mas quem a tornou realidade foi Pasquale Paoli.


Em 3 de janeiro de 1765, a Université de Corte abriu suas portas, funcionando no edifício do Palazzu Naziunale; os professores eram poucos: seis, no início de 1765, depois nove, no fim do mesmo ano, e, enfim, dez em 1769, ano em que foi desativada; Francesco Antonio Mariani foi seu primeiro reitor; os professores recrutados ensinavam suas matérias em latim, com exceção de direito, ministrado em italiano; para Paoli, a universidade era, também, um instrumento político, uma vontade de abrir a Córsega à Europa das Luzes; ele desejava, assim, alcançar os círculos intelectuais e aumentar as trocas e os contatos com o mundo.


O prédio, após ter hospedado nos anos 1980 o Centro de Pesquisa Corso em Ciências Humanas, abriga, hoje, somente os escritórios da presidência da atual Universidade da Córsega.




Fachada norte do Palazzu Naziunale ou Palais National, erguido no século XVI e modificado no século XVIII; na época dos genoveses, residência do represenante da República de Gênova; Pasquale Paoli, quando da instalação do governo independente da Córsega, escolheu-o como sede do poder e sua residência, em 1755; instalou aqui, também, em 1765, a Università di Corsica, que funcionou até 1769. Place d'Armes, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Placa em mármore sobre a porta da fachada leste do Palazzu Naziunale: "Palácio Nacional - este palácio foi de 1755 a 1769 a sede do governo da nação corsa e a residência de Pasquale Paoli" (tradução livre do francês). Rue du Palais National, 2, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Descendo pela Rue du Palais National e ingressando na Rue Colonel-Feracci, avistamos a Église de l'Annonciation, que remonta a 1450 e foi aumentada por Santo Alexandre Sauli, que fez construir a nave da direita no lugar de antigos estábulos; o fino e alto campanário da igreja domina a Vieille Ville; na época, a fachada estava pintada em cor creme com pilastras cinzas.


No interior, restaurado, pode-se admirar um coro em madeira esculpida do antigo convento franciscano assim como um belo crucifixo em madeira de escola espanhola, do século XVII; na capela dedicada ao santo corso, São Teófilo de Corte aparece sobre seu leito de morte (efígie em cera do Musée Grévin, de 1979).




O alto e fino campanário da Église de l'Annonciation, dominando a Vieille Ville de Corte; a igreja foi erguida por volta de 1450 e aumentada por iniciativa de Santo Alexandre Sauli, então bispo de Aléria. Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Altar-mor da Église de l'Annonciation; destaque para o coro esculpido em madeira oriundo do antigo convento franciscano. Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Capela da nave lateral da Église de l'Annonciation, Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Na igreja, encontramos uma capela dedicada a São Teófilo de Corte; nascido na cidade em 1676 com o nome de Blaise de Signori, ele entrou com 17 anos para os capuchinos do convento de Corte e passou depois para a Ordem dos Frades Menores Observantes, na qual ficou, assumindo o nome de Teófilo (amigo de Deus).


Após passagens pela Itália, ele voltou à Córsega em 1730, onde fundou o retiro de Zuani e reformou espiritualmente o Convento de Cervioni.


Durante esse período ocorreu sua intervenção conciliatória junto a Frederico Luís, príncipe de Württemberg, que havia sido enviado à Córsega a mando de Carlos VI, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, em apoio à República de Gênova em missão punitiva; ele obteve sucesso porque o príncipe, aceitando o pedido do santo, retirou-se da região, evitando maiores destruições.




Capela de São Teófilo de Corte, único santo moderno nascido na Córsega; à direita, crucifixo em madeira de escola espanhola, século XVII. Église de l'Annonciation, Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Imagem de São Teófilo de Corte ( 1676-1740); canonizado pelo papa Pio XI no dia 29 de junho de 1930. Capela do santo, Église de l'Annonciation, Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Sob o altar da capela, a imagem em cera de São Teófilo de Corte no seu leito de morte. Chapelle Saint-Théophile, Église de l'Annonciation, Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Reprodução da certidão de nascimento de São Teófilo de Corte; nascido em Corte em 30 de outubro de 1676, sob o nome civil Blaise de Signori. Capela do santo, Église de l'Annonciation, Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Brasão de capela ao lado do crucifixo em madeira da escola espanhola; um relevo barroco em gesso; o trabalho artístico apresenta dois anjos (putti) em gesso branco, posicionados simetricamente um de cada lado; no centro do relevo, há um coração vermelho sagrado decorativo, detalhe frequentemente encontrado em arquiteturas religiosas do final do século XVII e início do século XVIII. Église de l'Annonciation, Rue de l'Église, 4, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Na sequência, fomos para a Place Gaffori, onde se encontra o Monumento a Gian Pietro Gaffori ou Jean-Pierre Gaffori, médico e general, nascido em Corte.


Por conta da incapacidade dos genoveses de debelar a série de revoltas desencadeadas pelos patriotas corsos na década de 1730, os franceses se colocaram, em 1738, como árbitros e, a esse título, intervieram militarmente pela primeira vez: o conde de Boissieux terminou derrotado em Borgo.


Como a revolta era endêmica, os franceses resolveram se retirar prudentemente, e os genoveses, sem seus aliados, penaram para restabelecer alguma aparência de ordem.


Nessa época, Gian Pietro Gaffori passou a coordenar as ações dos insurgentes, e os corsos embarcaram com entusiasmo numa nova epopeia cujos relatos beiram o mito.


Os genoveses, em 1750, fizeram cerco a Corte, assediando o palacete de Gaffori na cidade - as paredes ainda estão marcadas pelas balas disparadas pelos genoveses -; na ausência de seu marido na ocasião, Faustina Gaffori soube tão bem animar a coragem vacilante dos patriotas reunidos ao seu redor — ameaçou atear fogo ao barril de pólvora se eles falassem em se render - que os assaltantes desistiram.


Em outro episódio, os genoveses capturaram o filho pequeno de Gaffori e o expuseram sobre a muralha da Cidadela, que estava sendo sitiada, dessa vez, pelos patriotas; Faustina encorajou estes a continuar a atirar, e o próprio Gaffori declarou que ele era cidadão antes de ser pai; a fortaleza foi tomada, e a criança saiu ilesa do assalto final.


Gaffori foi assassinado a tiros, em 1753, por Gian Battista Romei, conhecido como Piscaïno; a Consulta (assembleia) corsa votou pela execração pública de Gian Romei, sua casa foi queimada e, em seu lugar, foi erguida a forca da justiça; o mais velho dos irmãos Romei foi torturado vivo na roda - um suplício introduzido pelos franceses; Faustina conduziu à igreja seu filho mais novo e, diante do cadáver sangrando do pai, lhe fez jurar que vingaria seu pai; era assim que, ritualmente, se enraizava a vendetta (vingança) na consciência dos sobreviventes; por vezes, forçavam-se as crianças a introduzir seus dedos nos buracos feitos pelas balas na carne paterna.




Monumento a Jean-Pierre Gaffori (1704-1753), homenagem ao médico e general de Corte, que lutou contra os genoveses; ao fundo, seu palacete, cuja fachada foi metralhada pelos genoveses, no cerco de Corte, em 1750. Place Gaffori, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




General Jean-Pierre Gaffori, patriota corso, nascido em Corte, em 1704, lutou contra o domínio genovês na ilha; foi assassinado em 1753. Place Gaffori, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.



Palacete pertencente a Jean-Pierre Gaffori, cuja fachada ainda preserva os impactos das metralhas genovesas, atiradas durante o cerco de 1750. Place Gaffori, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Empresa gourmet Jean-Marie Ghionga, que comercializa produtos corsos, como charcutaria, queijos, geleias, mel, vinhos e outras especialidades da região. Rue du Vieux Marché, 9, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Rosto encravado em fachada, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Seguimos pela Rue Colonel-Feracci, onde observamos um edifício no estilo dos palácios italianos do século XVI; moedas foram cunhadas no prédio na época do governo de Pasquale Paoli.




Casa Palazzi, imóvel provavelmente do século XVIII, mas com fachada em estilo italiano do século XVI; aqui foram cunhadas moedas do Reino da Córsega, durante o governo do líder patriota Pasquale Paoli. Rue Colonel-Feracci, 11, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Descemos em direção à Ruelle de la Fontaine, quando nos deparamos com a Fontaine des Quatre-Canons, construída durante o reinado de Luís XVI para aprovisionar de água potável a guarnição e o hospital militar então existente na cidade; a população foi autorizada a utilizar.



Fontaine des Quatre-Canons (Fonte dos Quatro Canhões); construída no reinado de Luís XVI para prover de água potável a guarnição e o hospital militar da cidade, tendo sido autorizado seu uso pela população. Ruelle de la Fontaine, Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Seguimos novamente pela Rue Colonel-Feracci e viramos na Rampe Sante-Croix até encontramos uma escadaria em mármore da Restonica ligando-a ao Cours Paoli, onde se encontra uma fonte.




Fonte na larga escadaria em mármore da Restonica que marca o início da Rampe Ste-Croix. Vieille Ville, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Seguindo em direção ao sul do Cours Paoli, nos encontramos na Place Paoli, que liga a ancienne Ville Haute (antiga Cidade Alta) aos bairros mais recentes da Ville Basse (Cidade Baixa); no centro da praça, uma estátua em bronze de Pasquale Paoli, o líder patriota corso que tornou Corte a capital do governo independente da Córsega, obra do escultor francês Victor Huguenin de 1852, e instalada aqui em 1864.




Monumento a Pasquale Paoli, líder patriota corso; estátua em bronze de Pasquale Paoli, obra de Victor Huguenin realizada em 1852, e instalada aqui em 1864; a praça na qual o monumento se encontra comanda a principal artéria da cidade, o Cours Paoli. Place Paoli, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Em seguida, fomos em direção ao norte pelo Cours Paoli e ingressamos, à direita, na Place Duc-de-Padoue, onde se encontra o Monumento ao general Arrighi de Casanova, duque de Pádua.


Natural de Corte, Jean-Thomas Arrighi de Casanova fez parte do Exército da Itália, liderado pelo então general Napoleão Bonaparte; participou, também, da Campanha do Egito e das guerras napoleônicas na Europa, sendo promovido a general em 1807 e, em 1808, lhe foi concedido o título de duque de Pádua pelo imperador Napoleão I; após a queda de Napoleão, chegou a ser exilado na Lombardia, na Itália, mas retornou à França em 1820; com a instituição do Segundo Império, foi nomeado, em 1852, pelo imperador Napoleão III, governador do Hôtel des Invalides, em Paris, tendo falecido nessa função em 1853.




Monumento ao general de divisão Jean-Thomas Arrighi de Casanova, duque de Pádua, membro da Legião de Honra, Cavaleiro de São Luís, amigo de Napoleão Bonaparte, em seu nome inscrito no Arco do Triunfo, em Paris. Place Duc-de-Padoue, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Estátua em bronze do general Arrighi de Casanova, de 1867, de autoria do escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi (o mesmo que concebeu a Estátua da Liberdade, de Nova Iorque, EUA). Place Duc-de-Padoue, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Na sequência, temos a Avenue Géneral-de-Gaulle e, no seu final, à esquerda, no nr. 15, o Hôtel de La Paix, com 62 quartos, um vasto edifício de pedra construído em 1932 pela família Casanova, ampliado em 1973 por Christian Lanoir e modernizado por sua filha Renée Lanoir a partir de 1999.




Alameda na Avenue Géneral-de-Gaulle, tendo, ao fundo, à esquerda, após o prédio com balcões, no número 15, o Hôtel de La Paix, construído em 1932 pela família Casanova. Avenue Géneral-de-Gaulle, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Continuando para o norte pelo Cours Paoli nos deparamos, à esquerda, com o palacete que abriga a sede do Hôtel de Ville de Corte (Prefeitura de Corte).


Construído entre 1840 e 1848, este imponente edifício foi erguido por iniciativa do general Jean-Thomas Arrighi de Casanova, duque de Pádua; originalmente residência do duque, foi posteriormente um hotel, um presbitério, antes de ser definitivamente ocupado por serviços municipais em 1965.


Ao lado do prédio, encontra-se o seu antigo jardim que hoje é o Parc de l'Hôtel de Ville.




Casa Cumuna (Hôtel de Ville), sede da Mairie de Corte (Prefeitura de Corte), belo palacete erguido entre 1840 e 1848 por iniciativa do general Jean-Thomas Arrighi de Casanova. Cours Paoli, 21, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Detalhe do prédio principal da Casa Cumuna (Hôtel de Ville), palacete da metade do século XIX, ocupado pelos serviços municipais a partir 1965; na janela da esquerda, veem-se as bandeiras, da esquerda para a direita, da Córsega, da República Francesa e da União Europeia. Cours Paoli, 21, Cidade de Corte, Comuna de Corte, Communauté de communes du Centre Corse, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


No dia seguinte, saímos de Corte na direção norte, para conhecer a comuna de Asco e Monte Cinto; no caminho, passamos pela grande aldeia de Ponte-Leccia, que pertence à comuna de Morosaglia.


Ponte-Leccia, comuna de Morosaglia.


Essa grande aldeia é um nó de comunicação rodoviária e ferroviária importante, ponto de junção de duas rodovias nacionais e das linhas férreas de Bastia, Calvi e Ajaccio.


A lugar é banhado pelo rio Golo, o maior de Córsega, com 88,4 km de extensão.




Ponte sobre o rio Golo, construída pelos genoveses, datando do séc. XVII ou XVIII; esta ponte substituiu uma ponte da Idade Média. Grande aldeia de Ponte-Leccia, Comuna de Morosaglia, la Castagniccia, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Ingressamos no Vale do Asco.


Asco


Esculpido por torrentes impetuosas nas altas montanhas da Córsega, o Vale do Asco abriga uma fauna singular com espécies endêmicas em suas florestas e desfiladeiros selvagens: abutres-barbudos, trepadeiras-corsas e, sobretudo, muflões. Zimbros e flores silvestres adornam os profundos desfiladeiros, enquanto florestas de pinheiros-larícios e pinheiros marítimos conferem um toque verdejante à parte alta do vale.


A própria aldeia, situada no sopé da montanha, com seu pequeno campanário que parece tão esbelto contra as montanhas ao fundo, é muito encantadora; situada na entrada do desfiladeiro e bem exposta ao sul, é a única aldeia do vale; apesar de algumas construções recentes, está bem integrada às encostas rochosas de Capo Selolla.


Embora Asco possa ter origem lígure, seus registros históricos remontam apenas ao século XVI, à época da guerra contra Gênova liderada por Sampiero Corso, durante a qual a aldeia serviu de refúgio.


Por conta de seu isolamento, a aldeia, no século XVIII, instituiu uma espécie de um tribunal paternal: eleitos pela comunidade, os paceri (em português, aqueles que apaziguam, os sábios) eram encarregados de resolver amigavelmente os conflitos entre famílias.




Vista da aldeia de Asco, erguida no sopé da encosta do Capo Selolla, vendo-se, abaixo, o leito do rio Asco. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Vista superior da aldeia de Asco, altitude média de 600 metros, com destaque para o campanário da Église Saint-Michel-Archange. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Renault 4 Fourgonnette, modelo produzido entre 1964 e 1988, que se encontrava na entrada de Asco. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Monumento aos Mortos de Asco, 1ª e 2ª Guerras Mundiais; no topo, a Cruz de Guerra, e, no centro do pilar, um galo sobre uma espada em baixo-relevo. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Junto com a estrada rodoviária que chegou à cidade em 1937, foi entregue o Grupo Escolar (École Communale), com quatro salas de aula, longos corredores, sala de recepção, banheiros, chuveiros e áreas cobertas para atividades recreativas e esportivas, um claro sinal de progresso para uma aldeia tão pequena, na época.


Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943, o estabelecimento foi requisitado pelas autoridades italianas e transformado, contra a vontade da população, em um campo de internação, tendo recebido cerca de 86 judeus oriundos das cidades de Bastia e Ajaccio.



Antigo Groupe Scolaire d'Asco (École Communale), onde funciona, atualmente, a Casa Cumuna (prefeitura da comuna) e outros estabelecimentos. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Entrada das moças no Groupe Scolaire d'Asco. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Entrada dos rapazes no Groupe Scolaire d'Asco. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.  


Provavelmente erguida no início do século XVIII, a Église Saint-Michel-Archange, inicialmente Chapelle Saint-Nicolas, trocou de nome por decisão popular no final do mesmo século, ao tornar-se a igreja paroquial da comunidade.




Fachada principal da Église Saint-Michel-Archange, com destaque para seu belo campanário em pedras aparentes. Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Imagem de São Miguel Arcanjo colocada num nicho sobre a porta da igreja; a atual porta foi esculpida pelo marceneiro italiano Rocco Deghetto e instalada no início do século XX. Église Saint-Michel-Archange, Aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Montanhas que circundam o Vale do Asco, tendo ao fundo parte da cadeia do Monte Cinto, vistas da aldeia de Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Em seguida, fomos para a estação de esqui em Haut-Asco.




Estrada para Haut-Asco, ladeada por pinheiros-larícios e marítimos. Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Maciço do Monte Cinto, visto a partir da estrada para Haut-Asco. Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Vista do maciço do Monte Cinto, ainda com neve, a partir da estrada para Haut-Asco. Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Galhos de pinheiro à margem da estrada para Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Station de Ski du Haut Asco, comuna de Asco.


Num belo lugar de montanha, por volta de 1.450 metros de altitude, no meio de pastos e pinheiros-larícios centenários, este planalto oferece vistas esplêndidas: ao sul, o Monte Cinto e o circo glaciar de Pampanosa, aos pés do Capo Larghia e da Punta Minuta, e a oeste, o passo e o Capo Stranciacone.


Nessa etapa da famosa trilha GR 20, na época que visitamos o lugar, encontrava-se uma estação de esqui desativada, mas servia de ponto de partida para trilhas espetaculares em direção a Bonifato, Monte Cinto ou ao Cirque de la Solitude.


Hoje a estação de esqui de Haut-Asco, após ter sido modernizada, encontra-se em pleno funcionamento.




Estacionamento da Estação de Esqui de Haut-Asco. Localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Altitude do estacionamento da estação de esqui de Haut-Asco, apontada pelo GPS do carro alugado por nós - 1415 metros. Localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Vista do Maciço de Monte Cinto, onde fica o pico mais alto da Córsega, 2.706 metros de altitude. Localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Picos do Monte Cinto, o ponto culminante da Córsega, atingindo 2.706 metros de altitude. Visto a partir da localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Setas indicando alguns cumes do Maciço de Monte Cinto que podem se alcançados por trilhas que partem de Haut-Asco: Monte Cinto, Capo Larghia e Punta Minuta. Localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Elevações e início de uma das trilhas da localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Pinheiros-larícios no entorno do estacionamento da estação de esqui de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


No Haut-Asco encontra-se o Hôtel-Restaurant Le Chalet, localizado aos pés do Monte Cinto e fundado em 1964, possui vinte quartos e um restaurante que oferece a oportunidade de saborear pratos tradicionais como charcutaria local, canelones com recheio de queijo brocciu, truta, além de carnes da culinária corsa.




Hôtel-Restaurant Le Chalet. Localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Degustando pratos com peixes no restaurante do Hôtel-Restaurant Le Chalet, acompanhados pela cerveja corsa Pietra. Localidade de Haut-Asco, Comuna de Asco, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Voltamos para Corte e, no dia seguinte, partimos para conhecer a comuna de Morosaglia, terra natal de Pasquale Paoli, um dos grandes heróis da Córsega.


Morosaglia


Simples e singularmente elegante apesar de sua rusticidade, a arquitetura dos povoados desta pacata comuna incorpora uma certa ideia da Córsega rural e típica; mas a casa, que pode ser vista em uma colina à esquerda da estrada D 71, que corta a aldeia, tornou-se um dos locais mais fotografados da ilha, a casa em que nasceu Pasquale Paoli.


Indo em direção à aldeia, vê-se, ao sul da comuna, a sede da comuna de Gavignano.




Vista da sede da comuna de Gavignano. Povoado de Gavignano, Comuna de Gavignano, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Também, ao sul da comuna de Morosaglia, pode-se ver a sede da comuna de Castineta.




Vista da sede da comuna de Castineta. Povoado de Castineta, Comuna de Castineta, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


No alto, à esquerda da estrada D 71, nas proximidades do Convento de São Francisco, encontra-se a Estátua de Pasquale Paoli, erguida em 1953.




Estátua de Pasquale Paoli, Pai da Pátria, herói nacional da Córsega independente, erguida em 1953, numa colina à margem da Estrada D 71, nas proximidades do Convento de São Francisco, Comuna de Morosaglia, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Em seguida, ingressando no povoado de Stretta, ainda na margem da Estrada D 71, à esquerda, encontra-se a residência da família Paoli e casa natal de Pasquale Paoli.


Maison Natal de Pasquale Paoli


U museu Pasquale Paoli (ou Musée de Merusaglia) está instalado na antiga residência da família Paoli, uma importante comunidade rural. Este edifício de planta quadrada, com seu telhado de xisto, apresenta um térreo abobadado, pisos de castanheiro e um piso vazado no último andar, ilustrando a arquitetura das aldeias da região tradicional da Castagniccia. Pasquale Paoli nasceu aqui em 1725 e passou sua infância no local até sua partida para Nápoles em 1740. Naquela época, ele acompanhou seu pai, Ghjacintu Paoli, uma figura proeminente nas Revoluções da Córsega (1729-1743), ao exílio, após a derrota dos insurgentes corsos contra a República de Gênova.


Pasquale Paoli, "General da Nação Corsa, Pai da Pátria", em corso, "Babbu di a Patria", foi o fundador de uma das primeiras democracias modernas (1755-1769). Em 1755, estabeleceu a primeira constituição da Córsega, consagrando a soberania popular e a separação dos poderes. Dotou a ilha de um exército e uma marinha, uma administração, um sistema judicial, uma moeda e uma imprensa. Desenvolveu a educação e fundou uma universidade em Corte, incentivou a agricultura, a indústria e o comércio exterior, tornando a Córsega o primeiro estado democrático da Europa iluminista, tanto que é citado como exemplo pelo filósofo suíço das Luzes, Jean-Jacques Rosseau, no seu famoso livro "Contrato Social", de 1762.


A casa foi cedida em 1889 ao Departamento da Córsega por Jean-Baptiste Franceschini-Pietri, descendente de Clémente Paoli, irmão mais velho de Pasquale, sob a condição de que as cinzas da ilustre figura fossem instaladas no oratório e que o segundo andar fosse transformado em museu: este último foi criado em 1954.


As coleções são apresentadas em quatro salas que evocam a vida de Pasquale Paoli, principalmente através de mobiliário, objetos pessoais e memorabilia. Entre as peças mais representativas estão um busto de mármore de Paoli, da autoria de John Flaxman, e retratos de artistas renomados como Henry Benbridge e Richard Cosway, que Paoli conheceu durante seu exílio em Londres após a derrota em Ponte Novu.




Fachada da casa natal de Pasquale Paoli, atual Musée Pascal Paoli (Museu Pasquale Paoli). Povoado de Stretta, Comuna de Morosaglia, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Brasão da família Paoli na fachada da casa natal de Pasquale Paoli; braço armado com espada no interior de um escudo. Musée Pascal Paoli  (Museu Pasquale Paoli), Povoado de Stretta, Comuna de Morosaglia, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.




Vitrine com sela e apetrechos presenteados por Ali II Bey, o Bei de Túnis ( governante da Tunísia) a Pasquale Paoli em agradecimento às boas relação entre a Tunísia e o governo independente da Córsega, inclusive o acolhimento de corsários tunisianos nas costas da ilha; à direita, atrás da estátua de Pasquale Paoli, quadro com o brasão da família Paoli, campo azul com o braço armado de espada. Musée Pascal Paoli  (Museu Pasquale Paoli), Povoado de Stretta, Comuna de Morosaglia, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Pasquale Paoli faleceu em Londres, Inglaterra, em 5 de fevereiro de 1807, tendo seu corpo sido enterrado no Cemitério da St Pancras Old Church (Velha Igreja de São Pancrácio); em 6 de setembro de 1889, os despojos do patriota foram remanejados para a sua terra natal, na Córsega.


A capela funerária, construída no final do século XIX no piso térreo da casa, preserva as cinzas de Paoli, bem como a lápide que adornava seu túmulo no cemitério londrino de St. Pancras (São Pancrácio).




Capela funerária da Casa-Museu de Pasquale Paoli, "Babbu di a Patria", construída no final do século XIX; a tumba de Pasquale Paoli está coberta pela lápide que fazia parte de seu túmulo no cemitério londrino de St. Pancras. Musée Pascal Paoli  (Museu Pasquale Paoli), Povoado de Stretta, Comuna de Morosaglia, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


Quando nos dirigíamos para a região tradicional de la Castagniccia, nos deparamos com mais um povoado da comuna de Morosaglia, Colle, com suas altas casas.




As altas casas do povoado de Colle, Comuna de Morosaglia, Communauté de communes Pasquale Paoli, Departamento da Haute-Corse, Córsega, França.


No nosso post, vamos passear na tradicional região de la Castagniccia, ainda na Córsega.



Fontes:


Wikipedia


"Petit Futé Corse 2013", de Xavier Bonnin, Jean-Paul Labourdete, Dominique Auzias et alter; édité par Les Nouvelles Editions de l'Université, 18, rue des Volontaires, Paris, France; impression par Imprimerie Chirat, Saint-Just-la-Pendue, France, février 2013.


"Le Guide Vert Michelin Corse"; responsable par collection Anne Teffo; édition de Natacha Brumard; rédaction de Jordane Bertrand, Isabelle Bruno, Louise Druet, Jean-Louis Gallo, Guylaine Idoux e Hervé Kerros; édité par Michelin, Propriétaires-éditeurs et Michelin Guides Touristiques, 27, cours de l'Île-Seguin, Boulogne-Billancourt, France; impression par Tipografica Varese, Italie, 01-2013.


"La Corse - Île de Beauté, Terre de Liberté", de Jean-Paul Brighelli; collection conçue par Pierre Marchand, édité par Découvertes Gallimard Culture et Société; impression par IME, France, avril 2004.


Destination Corse 2012, Milan Presse, 300, rue Léon-Joulin, 31101, Toulouse, France, Président Bayard Presse représenté por Georges Sanerot, Rédacteur en chef: Olivier Thevenet.


"Pasquale Paoli", texte de Frédéric Bertocchini, photografies de Jean-Christophe Attard; Collection Mémoires Corses; Editions DCL, Z. I. du Vazzio, Ajaccio, France; Impression Book Partners China Ltd; Juin 2010.











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