Paris - Parte I - Museu do Louvre e Jardim das Tulherias - Região de Île-de-France - França -2012
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Rio Sena, Torre Eiffel e Ponte Alexandre III vistos a partir da Ponte da Concórdia. Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Paris - Parte I
A Cidade Luz nasceu de uma pequena aldeia habitada pela tribo dos parisii (parísios), gauleses (celtas), abrigada na Île de la Cité, que foi conquistada pelos romanos em 52 a.C.; a colônia romana que se estabeleceu no seu lugar prosperou, passando para a margem esquerda do rio Sena, sendo batizada de Lutetia.

Mapa de Lutetia (Paris sob os romanos) do Atlas General Histoire et Geographie de Paul Vidal de La Blache, 1912. Vidal Lablache - Atlas General Histoire et Geographie, Paris sous les romains - Hipkiss.jpg
Os francos, tribo germânica, sucederam aos romanos, dando à cidade o nome que ela tem hoje e fizeram dela o centro de seu reino.
A partir daí, diversas dinastias monárquicas se sucederam na França - Merovíngia, Carolíngia, Capetíngia, dos Valois e dos Bourbons - variando a relação dos soberanos com Paris, como, por exemplo, os carolíngios, normalmente, reinavam de Aix-la-Chapelle, enquanto Luís XIV transferiu a corte da França (capital) para Versalhes.
Na Idade Média, a fé dos parisienses lhes inspirou obras-primas da arquitetura religiosa, como a Sainte-Chapelle e Notre-Dame, enquanto a Universidade de Sorbonne, edificada no século XIII, atraia por seu renome estudantes e eruditos vindos da Europa inteira.
Durante o Renascimento e o Século das Luzes, Paris se impôs como capital da cultura e das ideias.
Sob o reinado de Luís XIV, a cidade adquiriu mais riqueza e poder, tornando-se uma das maiores potências do mundo.
O poder dos reis foi abalado pela Revolução Francesa, desencadeada em 1789, embora o entusiasmo revolucionário tenha sido de curta duração, pois, em 1804, o general Napoleão Bonaparte, nutrindo a ambição de fazer de Paris o centro do mundo, autoproclamou-se imperador dos franceses e partiu para a conquista da Europa.
Após a queda de Napoleão em 1814 e sua derrota em Waterloo, em 1815, a monarquia francesa foi restaurada, mas sempre enfrentando crises, nos reinados de Luís XVIII, Carlos X e Luís Filipe, tendo este sido tirado do trono pela Revolução de 1848.
Após um pequeno período republicano de três anos, o chefe de Estado francês Carlos Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho de Bonaparte, eleito democraticamente, empreendeu um golpe em 1851, e, em 1852, após um plebiscito em que recebeu apoio da burguesia, instituiu o Segundo Império e transformou-se de presidente em imperador do franceses com o título de Napoleão III.
No reinado de Napoleão III, houve os grandes trabalhos urbanísticos empreendidos pelo barão Haussmann que transformaram radicalmente Paris: largos bulevares substituíram ruelas medievais; edifícios padronizados na altura, com belas fachadas neoclássicas, se espalharam pela cidade; no fim do século XIX, Paris tornou-se a vitrine da cultura ocidental; ela conservou esse papel até a ocupação alemã de 1940-1944, durante a Segunda Guerra Mundial.
Após a guerra, a cidade expandiu-se consideravelmente, e, particularmente com a criação da União Europeia, ela ocupa um lugar de destaque no coração de uma Europa unida.
Chegamos para visitar Paris pelo Aeroporto de Paris-Orly, cidade que fica ao sul da capital francesa.

Eunice no Aeroporto de Paris-Orly. Orly, Departamento de Val-de-Marne, Região de Île-de-France, França.

Aeroporto de Paris-Orly. Orly, Departamento de Val-de-Marne, Região de Île-de-France, França.
Nos hospedamos, no início da visita a Paris, num charmoso hotel, nas proximidades do Arco do Triunfo, Hotel Regence Étoile.

Nosso quarto no Hotel Regence Étoile, localizado Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Nosso quarto no Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Nosso quarto no Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Nosso quarto no Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Banheiro do quarto do Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Hall do Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Hall do Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Staff do Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Fachada e entrada do Hotel Regence Étoile, localizado na Avenue Carnot, 24, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
No entorno do hotel, podemos apreciar os belos edifícios em estilo Segundo Império (reinado de Napoleão III), com características neoclássicas.

Edifícios em estilo Segundo Império, com linhas neoclássicas, na esquina da Avenue Carnot e Rue Anatole de La Forge, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Próximo ao hotel, encontramos a famosa Place de l"Étoile (hoje, Place Charles-de-Gaulle (l'Étoile)), onde fica localizado o Arco do Triunfo.
A forma atual do local foi definida na década de 1850 com o projeto do arquiteto franco-alemão Jacques Hittorff, sob controle do barão Haussmann, quando do reinado de Napoleão III, imperador da França.
Napoleão III foi proclamado imperador, após um golpe de estado, em 1851; confiando sua modernização ao barão Haussmann, o imperador transformou Paris na mais magnífica das cidades da Europa; Haussmann arrasou as ruas insalubres do antigo centro da cidade e criou uma capital arejada, servida por amplos bulevares; os vilarejos vizinhos, como Auteil e Montmartre, foram anexados à cidade em 1860, que desde então compreende vinte arrondissements.
Na extremidade da Avenue des Champs-Élysées, Haussmann criou uma estrela de doze largas avenidas em torno do Arco do Triunfo: Avenues des Champs-Élysées, de Friedland, Hoche, de Wagram, Mac-Mahon, Carnot, de la Grande Armée, Foch, Victor Hugo, Kleber, d'Iena, Marceau.

Place Charles-de-Gaulle (l'Étoile), da qual irradiam doze avenidas; no centro, o Arco do Triunfo, cuja primeira pedra foi colocada por Napoleão Bonaparte em 1806, mas só foi terminado em 1836, no reino de Luís Filipe. Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Em seguida, percorremos a Champs Elysées, a avenida mais importante de Paris.
Na Place Clemenceau, voltada para a Avenue des Champs Elysées, encontramos a Estátua do general de Gaulle, obra do escultor francês Jean Cardot, inaugurada em 9 de novembro de 2000, aniversário de morte do grande militar e presidente francês, sob a presidência de Jacques Chirac, então chefe de Estado, e na presença de Jean Tiberi, então prefeito de Paris, e do general Jean Simon, então grão-chanceler da Ordem da Libertação e presidente da Associação dos Franceses Livres, e com a participação das mais altas autoridades civis e militares e de muitos veteranos dos Franceses Livres e das Forças de Combate.

Estátua do general de Gaulle, obra do escultor francês Jean Cardot, em 2000; ao fundo, vê-se o prédio do Grand Palais, no qual se vê, no frontão, o conjunto escultórico "A Imortalidade superando o Tempo", obra do escultor francês Georges Récipon, de 1900. Place Clemenceau, na esquina da Champs-Élysées com a Avenue Winston Churchill e a Avenue du Général Eisenhower, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Estátua do general de Gaulle, o grande herói francês da Segunda Guerra Mundial; obra do escultor francês Jean Cardot, em 2000; a estátua é baseada num fotografia que captou o ímpeto que levou o general Charles de Gaulle a percorrer a Champs-Élysées no dia 26 de agosto de 1944, sua força, sua determinação, sua visão, mas também o sentimento de plenitude e alegria que o preenchia e o fazia irradiar entre seus companheiros e diante da multidão jubilosa. Place Clemenceau, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Atravessando a Avenue Churchill, no outro lado da Place Clemenceau, nos deparamos com a Estátua de Georges Clemenceau, um monumento dedicado ao estadista francês que serviu como primeiro-ministro (presidente do Conselho) da França por duas vezes, a última delas num momento dramático na vida do país, os últimos anos da Primeira Guerra Mundial, tendo se sagrado vencedor sobre os alemães; a estátua está localizada nos jardins do Petit Palais e foi inaugurada em 1932 pelo presidente do Conselho (primeiro-ministro) Édouard Herriot.

Estátua de Georges Clemenceau, primeiro-ministro francês no final da Primeira Guerra Mundial, obra do escultor francês François Cogné, inaugurada em 1932; ao fundo, o prédio do Petit Palais. Place Clemenceau, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Chegamos na Place de la Concorde, final da Champs-Elysées.
Uma das praças mais belas do mundo, ocupando oito hectares no centro da cidade, foi desenhada pelo arquiteto francês Ange-Jacques Gabriel como um jardim à francesa; inaugurada em 1763 sob o nome de Place Louis-XV, cuja estátua desse soberano ficava no centro, até 1792, ocasião em que se tornou Place de la Révolution e o lugar das execuções capitais, dentre elas, de Luís XVI, Maria Antonieta, Danton e Robespierre; em 1795, ela foi rebatizada Place de la Concorde, em 1814, Louis-XV, em 1823, Louis-XVI e, em 1830, de la Charte, mas naquele mesmo ano, após a instalação da chamada Monarquia de Julho, ela retomou seu nome atual, por iniciativa do rei Luís Filipe, e foi remodelada para que deixasse de despertar paixões, particularmente entre absolutistas e seus oponentes, burgueses liberais.
Respeitando as proporções criadas por seu antecessor, o segundo arquiteto da praça, o francês Jacques Hittorff, a partir de 1836, ergueu as oito estátuas das grandes cidades da França - Bordeaux, Brest, Lille, Lyon, Marseille, Nantes, Strasbourg e Rouen - e as majestosas fontes - Fontaine des Mers e Fontaine des Fleuves - que circundam o obelisco de Luxor.

Pont de la Concorde, que fica ao lado da Place de la Concorde e atravessa o rio Sena; ao fundo, Torre Eiffel e Pont Alexandre-III. Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Place de la Concorde, Fontaine des Mers, Obélisque de Louxor; logo atrás dele, Hôtel Crillon, construído em 1775, projeto do arquiteto francês Louis-François Trouard e, à sua direita, Hôtel de la Marine, projeto do arquiteto francês Ange-Jacques Gabriel, concluído por volta de 1784. Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
As duas fontes da Place de la Concorde - a Fontaine des Mers e a Fontaine des Fleuves -, inspiradas nas da Basílica de São Pedro, em Roma, foram instaladas entre 1835 e 1840 pelo arquiteto Jacques Hittorff a pedido do rei Luís Filipe.
As estátuas que ornam as fontes foram realizadas por diversos escultores franceses, como Antoine Desboeufs e Antoine Marie Moine.

Place de la Concorde, Fontaine des Mers, instalada entre 1830 e 1840, Obélisque de Louxor e Hôtel de Crillon, construído em 1775, projeto do arquiteto francês Louis-François Trouard. Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
O Obélisque de Louxor provém do Templo de Ramsés II, em Tebas, Egito, e os hieróglifos cobrem suas quatro faces cantando louvores a esse faraó; já seu pedestal relata as peripécias de seu transporte para Paris e sua instalação no centro da praça.
O obelisco, feito de granito rosa de Aswan com baixíssimo teor de quartzo, foi oferecido à França pelo vice-rei do Egito, Mehemet Ali, em 1829 ou 1830, em reconhecimento ao trabalho de Jean-François Champolion na decifração dos hieróglifos; era um dos dois obeliscos que ficavam na entrada do Templo de Amon em Luxor, mas apenas o que se encontra na praça, instalado em 1836, por iniciativa do rei Luís Filipe, foi transportado para Paris, representando uma conquista técnica significativa; esculpido no século XIII a.C., o monólito alcança cerca de 23 metros de altura e pesa por volta de 222 toneladas, às quais se somam as 240 toneladas do pedestal.

Obélisque de Louxor, feito no século XIII a.C., é proveniente do Templo de Ramsés II, em Tebas, Egito, tendo ao fundo a Avenue des Champs-Elysées. Place de la Concorde, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Avenue des Champs-Elysées, tendo, ao fundo, o Arco do Triunfo, vistos a partir da Place de la Concorde, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Avenue des Champs-Elysées, tendo, ao fundo, o Arco do Triunfo, vistos a partir da Place de la Concorde, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Avenue des Champs-Elysées, tendo, ao fundo, o Arco do Triunfo; a esquerda, sobre um pedestal, uma das cópias de 1984 dos Chevaux de Marly (Cavalos de Marly) - o original foi realizado pelo escultor Guillaume Coustou entre 1743-1745 -, fotografia a partir da Place de la Concorde, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Na sequência, fomos visitar o Jardim das Tulherias.
Um dos mais antigos jardins públicos, criado em 1564 por iniciativa de Catarina de Médicis, rainha da França, ao mesmo tempo que o palácio hoje demolido, ele faz parte de um vasto espaço arborizado que se estende ao longo do rio Sena, do Louvre ao Grand Palais e à rotatória dos Champs-Élysées; André Le Nôtre, jardineiro de Luís XIV, o redesenhou "à francesa" em 1664 tornando-o uma obra prima clássica, completada hoje por esculturas contemporâneas, muito agradáveis de se admirar enquanto se passeia em seu terraço à beira-rio, de onde também se pode contemplar o rio Sena.

Início do Jardim das Tulherias; o espaço está localizado no início da perspectiva histórica de Paris, marcada pelo Louvre, o Arco do Triunfo e o Grande Arco de la Défense; na entrada do jardim, sobre pedestais, veem-se cópias de 1986, à esquerda, do conjunto escultórico "Fama cavalgando Pégaso" e, à direita, do "Mercúrio cavalgando Pégaso" - originais realizados pelo escultor francês Antoine Coysevox, em 1702 -, e à esquerda, mais próximo da bacia octogonal, cópia do conjunto escultórico "O rios Loire e o Loiret" - original feito pelo escultor francês Corneille Van Clève, provavelmente entre 1699-1707. Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Jardim das Tulherias, Arco do Triunfo do Carrossel e Museu do Louvre; ao longo do jardim, observam-se numerosas esculturas clássicas originais complementadas por peças mais modernas, como os nus de Aristide Maillol (1861-1944). Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
O fim do jardim é delimitado pela linha imaginária da entrada do Palácio das Tulherias, incendiado e praticamente destruído em 1871 pelos revoltosos da Comuna de Paris, uma das mais importantes insurreições populares do século XIX; a partir daí, já fazendo parte do complexo do Museu do Louvre, adentra-se no chamado Jardins do Carrossel, redesenhados em 1994.
A história do Museu do Louvre remonta à fortaleza construída em 1190 por determinação de Filipe Augusto, rei da França, com a finalidade de proteger Paris dos ataques relâmpagos (raides) dos vikings; no século XVI, Francisco I, rei da França, mandou demolir o donjon (torre mais alta) e suas outras torres e edificou no local um castelo renascentista que os seus sucessores reais engrandeceram durante quatro séculos.
Porém, Luís XIV, rei da França, por conta das hostilidades que sofreu na cidade, resolveu construir um grande palácio na cidade vizinha de Versalhes para ali residir, e, em 1682, deixou o Louvre principalmente como um local para exibir a coleção real, incluindo, a partir de 1692, uma coleção de antigas esculturas gregas e romanas.
Durante a Revolução Francesa, a Assembleia Nacional decidiu que o antigo palácio tornar-se-ia um museu; assim, o Museu do Louvre foi inaugurado em 10 de agosto de 1793.
Todavia é a um presidente da República, François Mitterrand, que o palácio deve sua última contribuição reformadora: a pirâmide de vidro no centro do pátio Napoleão, que clareou a entrada de um dos maiores museus do mundo.

Aile e Pavillon de Flore, erguidos entre 1607-1610, durante o governo de Henrique IV, rei da França, e voltados para o rio Sena; à direita, teto do Museu d'Orsay, Jardins do Carrossel, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Pavillon de Flore, um dos últimos vestígios do Palácio das Tulherias, destruído em 1871, abriga o Centro de Pesquisas e Restauração dos Museus e a École du Louvre; abaixo do frontão central, encontra-se a escultura mais famosa da fachada do Louvre, "O Triunfo de Flora", de Jean-Baptiste Carpeaux, da década de 1860. Jardins do Carrossel, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
O Arco do Triunfo do Carrossel encontra-se nos Jardins do Carrossel; inspirado nos arcos romanos, esse monumento possui oito colunas de mármore branco e vermelho e foi construído por determinação de Napoleão Bonaparte de 1806 a 1808 para servir de entrada triunfal ao Palácio das Tulherias. Suas vitórias até 1805 estão representadas no monumento.

Arco do Triunfo do Carrossel; inspirado nos arcos romanos, tem oito colunas de mármore branco e vermelho, quatro de cada lado; coroando o arco, a Quadriga (carro puxado por quatro cavalos) da Vitória e da Paz; foi construído por ordem de Napoleão de 1806 a 1808 para servir de entrada triunfal do Palácio das Tulherias. Jardins do Carrossel, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Pirâmide do Louvre; ao fundo, a Aile e o Pavillon Sully, erguidos no final do século XVI por iniciativa do rei Henrique IV, e, à direita, a Aile e o Pavillon Denon, projetados pelos arquitetos Louis Visconti e Hector Lefuel, inspirados principalmente nas alas construídas durante o período renascentista, a fim de permitir uma melhor integração dos novos edifícios ao núcleo do palácio, e erguidos a partir da década de 1860 por iniciativa do imperador Napoleão III. Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

A Aile e o Pavillon Richelieu, projetados pelos arquitetos Louis Visconti e Hector Lefuel, inspirados principalmente nas alas construídas durante o período renascentista, a fim de permitir uma melhor integração dos novos edifícios ao núcleo do palácio, e erguidos a partir da década de 1860 por iniciativa do imperador Napoleão III. Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
A Pirâmide do Louvre foi criada dentro do projeto Grand Louvre, este iniciativa de François Mitterrand, então presidente da República da França; o arquiteto americano Ieoh Ming Pei teve a ideia de uma entrada simplificada através de uma pirâmide de vidro de 21 metros de altura no centro do Pátio Napoleão — um plano que gerou considerável controvérsia na mídia e na opinião pública, ocaisão em que o arquiteto foi muito criticado por essa ousada adição a um monumento que simbolizava a história da França -; a pirâmide foi inaugurada em 29 de março de 1989 por François Mitterrand.

A Pirâmide do Louvre, a entrada principal do Grand Louvre, desenhada por Ieoh Ming Pei e inaugurada em 1989, por iniciativa do presidente François Mitterrand. Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
A construção do Castelo do Louvre original, iniciada pelo rei Filipe II, conhecido como "Augusto", ocorreu entre 1190 e 1202.
Por volta de 1360, o rei Carlos V transformou a velha fortaleza de Filipe Augusto em uma residência real.

Maquete do Castelo Medieval do Louvre; erguido como fortaleza por iniciativa do rei Filipe Augusto a partir de 1190, foi transformado em residência real - château - por volta de 1360 por determinação do rei Carlos V, na forma como se vê nesta maquete. Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Escavações arqueológicas sem precedentes, durante a década de 1980, na execução do projeto Grand Louvre, no Pátio Napoleão e no Pátio Quadrado revelaram as fundações medievais do Louvre, que datam do reinado de Filipe Augusto.

As fundações medievais ainda podem ser vistas no subterrâneo do museu, localizadas no início dos fossos do Louvre medieval. Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Esfinge de Tanis, esculpida em granito rosa entre 2675 e 1865 a.C., provavelmente com o rosto de Amenemhat II (Amenemés II), terceiro faraó da XII Dinastia do Império Egípcio; descoberta entre 1801-1802. Département des Antiquités égyptiennes, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Bacia de granito rosa que continha o sarcófago do faraó Ramsés III, realizada provavelmente entre 1184-1153 a.C.; Ramsés III, segundo faraó da XX Dinastia, reinou de 1184 a 1153 a.C.; representação da deusa Néftis alada, ajoelhada sobre o hieróglifo egípcio para ouro. Département des Antiquités égyptiennes, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Vênus de Milo, em mármore de Paros, uma das estátuas gregas da antiguidade mais famosas, período helenístico, por volta do terceiro quarto do século II a.C., entre 150-125 a.C; representação de Afrodite seminua, com coque e tiara. Département des Antiquités grecques, étrusques et romaines, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Salão das Cariátides; em destaque a escultura "Hermes desapertando sua sandália", época do Império Romano, fabricada no século II, ente os anos 100 e 200. Département des Antiquités grecques, étrusques et romaines, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Salão das Cariátides. Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Afresco no teto da Rotunda de Marte "O homem formado por Prometeu e animado por Minerva", obra de Jean-Simon Berthélemy de 1802, restaurada e complementada por Jean-Baptiste Mauzaisse em 1826. Atualmente na Salle 408, na Aile Denon, Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Conjunto escultórico "Cupido (Eros ou Amor) e Psiquê, meio reclinados", também conhecida como "Psiquê reanimada pelo beijo de Eros", de autoria de Antonio Canova, realizada entre 1787 - 1793. Salle 403, Galeria Michelangelo, Aile Denon, Département des Sculptures du Moyen Age, de la Renaissance et des temps modernes, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

As esculturas "Escravo rebelde" e "Escravo morrendo", de Michelangelo, realizadas entre 1513-1515, Galeria Michelangelo, Département des Sculptures du Moyen Age, de la Renaissance et des temps modernes, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

"Escravo morrendo", de Michelangelo, realizado entre 1513-1515, Galeria Michelangelo, Département des Sculptures du Moyen Age, de la Renaissance et des temps modernes, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Quadro "A coroação do Imperador Napoleão I e da Imperatriz Josefina na Catedral de Notre-Dame, Paris, 2 de dezembro de 1804", também conhecido como "A sagração do Imperador Napoleão I", pintura terminada em 1807 pelo artista francês Jacques-Louis David; a obra apresenta mais de duzentas figuras em tamanho natural; o artista escolheu o momento em que o imperador, tendo colocado duas coroas em sua testa, uma após a outra, acaba de pegar a segunda e, erguendo-a com as duas mãos, está prestes a colocá-la na cabeça de sua augusta esposa; olhando para a direita, atrás do imperador, pode-se ver o papa Pio VII sentado em uma poltrona, vestido de branco e usando um solidéu branco na cabeça, ele faz um gesto de bênção com o braço direito; assim, Napoleão, ao se autocoroar, rompe com a tradição da sagração dos monarcas católicos, na qual a coroa é colocada na cabeça deles pelo chefe da Igreja Católica. Atualmente na Salle Daru, 702, na Aile Denon, Neoclassismo, Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

"Mona Lisa" ou "Retrato de Lisa Gherardini, esposa de Francesco del Giocondo, conhecida como 'La Gioconda' ou 'Monna Lisa'", obra de Leonardo da Vinci, por volta do primeiro quarto do século XVI (1503 - 1519); a obra mais famosa do Museu do Louvre. Atualmente no Salão de "La Gioconda", Sala 711, Salle des États, Aile Denon, Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

"Mona Lisa", obra de Leonardo da Vinci, por volta de 1503-1519; a mulher do sorriso enigmático. Atualmente no Salão de "La Gioconda", Sala 711, Salle des États, Aile Denon, Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Quadro "As Bodas de Caná", obra do pintor italiano renascentista Paolo Caliari, conhecido como Veronese, pintada entre 1562-1563; é maior pintura da coleção do museu, medindo 6,77 m de altura e 9,94 m de comprimento. Atualmente no Salão de "La Gioconda", Sala 711, Salle des États, Aile Denon, Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

"Vitória de Samotrácia", também conhecida como "Nice de Samotrácia"; a estátua é feita em mármore de Paros e o navio, em mármore de Lartos, período helenístico, conjunto criado no 1º quarto do século II a.C., provavelmente entre 200 - 175 a.C.. Département des Antiquités grecques, étrusques et romaines, Aile Denon, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

"Vitória de Samotrácia", período helenístico, conjunto criado no 1º quarto do século II a.C., provavelmente entre 200 - 175 a.C.. Département des Antiquités grecques, étrusques et romaines, Aile Denon, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Galerie d'Apollon (Galeria de Apolo); após o incêndio de 6 de fevereiro de 1661, foi necessário reconstruir esta parte gravemente danificada do Louvre; a obra arquitetônica foi confiada a Louis Le Vau, que a executou entre 1661 e 1663, enquanto Charles Le Brun foi incumbido por Colbert de desenvolver o programa decorativo; esta foi a primeira galeria real destinada a Luís XIV, que serviria de modelo para o Salão dos Espelhos do Palácio de Versalhes vinte anos depois; é o protótipo do classicismo. Salão 705, Aile Denon, 1º andar, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Galerie d'Apollon (Galeria de Apolo); 1661 a 1663; ao fundo, na parede, da esquerda para direita, retratos do arquiteto Jean Bullant, do arquiteto paisagista André Le Nostre (ou André Le Nôtre) e do pintor Francesco Romanelli, obras da Manufacture des Gobelins, realizados durante o Segundo Império, entre 1854-1858. Salão 705, Aile Denon, 1º andar, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Galerie d'Apollon (Galeria de Apolo); 1661 a 1663; abriga a coleção real de pedras preciosas e os diamantes da Coroa. Salão 705, Aile Denon, 1º andar, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Retrato de corpo inteiro da Marquesa de Pompadour, de autoria de Maurice-Quentin de La Tour, pintado entre 1752 e 1755; Madame de Pompadour foi a mais famosa amante de Luis XV; representada ao lado de vários atributos que simbolizam a literatura, a música, a astronomia, a gravura, e evocando seu papel como protetora das Artes. Département des Arts graphiques, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Retrato de um homem, provavelmente Jacques de Laage (nascido em 1660), coletor de impostos e secretário do rei em 1718, obra de Nicolas de Largillière, produzido no 1º quarto do século XVIII (por volta de 1718). Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Esboço "Bonaparte na ponte de Arcole, 17 de novembro de 1796", obra do barão Antoine-Jean Gros, do último quarto do século XVIII (por volta de 1796); no estudo, Bonaparte, com 27 anos, avança; ele carrega na mão esquerda a bandeira do 2º Batalhão da 51ª Meia-Brigada de Linha; seu corpo está virado três quartos para a direita, sua cabeça três quartos para a esquerda, com longos cabelos esvoaçantes; ele veste uma faixa azul, branca e vermelha e um casaco preto bordado, o uniforme dos generais: "a palavra convence, o exemplo arrasta". Atualmente na Salle 935, Aile Sully, Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

"Retrato do artista segurando um cardo"; autorretrato do famoso pintor alemão Albrecht Dürer, pintado em 1493; o primeiro autorretrato pintado por Dürer, possivelmente um retrato de noivado – o cardo ou panículo (eryngium) que Dürer segura seria, neste caso, um símbolo de fidelidade conjugal. Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
Antes de se tornar um museu, o Louvre era um palácio. Em seus inúmeros corredores, reis, imperadores, ministros e cortesãos precederam os visitantes. Se existe um lugar que evoca o passado prestigioso do palácio são sem dúvida os aposentos colocados à disposição do imperador Napoleão III, conhecidos como "Les appartements de Napoléon III" (Os apartamentos de Napoleão III).
Em 1861, o imperador Napoleão III reservou para seu ministro de Estado (segunda autoridade do país), Achille Fould, uma parte da novíssima Aile Richelieu: o primeiro andar, voltado para o pátio Napoleão.
O ministro residia com sua família em pequenos apartamentos: cômodos modestos que lembravam a residência de uma rica burguesia; esses aposentos privados, sem adornos, davam lugar aos grandiosos apartamentos de estado: a atmosfera se transformava completamente; dourados, veludos, pinturas e estuques adornavam as salas de estar e de jantar, criando um cenário suntuoso para todos os tipos de recepções; de jantares formais a bailes de máscaras, as festividades faziam parte da arte de viver na alta sociedade do Segundo Império; e na residência do ministro de Estado, não era incomum avistar o casal imperial entre os convidados.
Ainda hoje, é possível admirar essas decorações, preservadas quase intactas por quase 150 anos. Depois de pertencerem ao ministro de Estado durante o Segundo Império (1852-1870), esses aposentos foram cedidos ao Ministério das Finanças; permaneceram assim até 1989, quando o Palácio do Louvre se tornou inteiramente um museu; desde 1993, esses cômodos estão abertos ao público.

Grand Salon (Grande Salão de Estar), decorado por Louis-Alphonse Tranchant, ele podia ser convertido em teatro, acolhendo até 250 espectadores; em destaque, o grande lustre em cristal de Baccarat; no teto, um afresco representando "Alegoria de Napoleão III e da Imperatriz Eugênia: Sabedoria e Força apresentando ao casal imperial os grandes projetos que trarão glória ao seu reinado", obra de Charles-Raphaël Maréchal, realizado por volta de 1855-1861; no tímpano, à esquerda, "Apresentação do projeto das Tulherias a Catarina de Médici" e, no tímpano, atrás do lustre, "Apresentação do projeto original do Louvre a Francisco I", obras de Louis Jean Noël Duveau, 1860-1861. Apartamentos de Napoleão III, Salle 544, Aile Richelieu, 1º andar, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

O Quarto do Rei; a cama de Carlos X no Palácio das Tulherias, confecionada pelos artesões Pierre-Gaston Brion, Jean-François-Marie Pauwels, Jacques-Louis de La Hamayde de Saint-Ange e ateliê Maison Grand Frères entre 1817-1824; a balaustrada em duas partes, realizada pelos artesões François-Honoré-Georges Jacob, Charles Percier e Pierre-François-Léonard Fontaine em 1804, por encomenda de Napoleão I para a sala do trono, no Palácio das Tulherias, mas acabou sendo instalada em seu quarto; permaneceu no quarto do rei durante a Restauração, mas as águias nos balaústres foram substituídas por rosetas em 1815; o grande tapete do quarto de Napoleão I no Palácio das Tulherias, confeccionado pelo artesão Jacques-Louis de La Hamayde de Saint-Ange e ateliê Manufacture de la Savonnerie entre 1809-1811; sofás, poltronas e cadeiras do quarto de Napoleão I no Palácio das Tulherias, em madeira entalhada e dourada, criadas pelo artesão François-Honoré-Georges Jacob em 1808. Salle 558, Chambre du Roi, Aile Richelieu, 1º andar, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

A cama de Carlos X no Palácio das Tulherias e acessórios; cama composta por uma cabeceira grande e uma pequena, emolduradas por colunas caneladas e unidas por travessas adornadas com grinaldas de louro e suportes em forma de flor-de-lis; quatro painéis laterais decorados com folhagens em espiral, ramos de oliveira e louro; a cabeceira grande sustenta, entre dois grandes ramos de lírio, um escudo com as armas da França, encimado por uma coroa fechada; dois grandes pergaminhos de acanto, dos quais pende uma guirlanda de frutos, partem da cruz do Espírito Santo e são emoldurados por elmos com crista; o restante da decoração combina flores-de-lis heráldicas e lírios naturalistas, folhas de acanto e grinaldas de louro; acima, um dossel dourado com penachos e cortinas em brocado azul. Salle 558, Chambre du Roi, Aile Richelieu, 1º andar, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Retrato de corpo inteiro de Napoleão I em suas vestes de coroação, réplica da obra de François Gérard feita pela Manufacture des Gobelins, provavelmente na duas primeiras décadas do século XIX; Napoleão usa as suntuosas vestes de coroação desenhadas por Jean-Baptiste Isabey e Charles Percier, compostas por uma longa túnica de cetim marfim bordada com motivos florais em fio de ouro e uma grande capa de veludo púrpura forrada com arminho, também bordada em ouro; essa "grande vestimenta" diferia das roupas dos monarcas do Antigo Regime; a cor púrpura da capa substituiu o azul-real e foi associada à tradição dos imperadores romanos; nessa capa, podem-se distinguir a abelha, com ramos entrelaçados de oliveira, carvalho e louro circundando a letra "N"; as insígnias reais, símbolos tradicionais da monarquia, foram reinterpretadas e coexistiram com as novas insígnias de poder; esses ornamentos foram obra dos maiores ourives do início do século XIX; a coroa de louros dourada — também herdada da iconografia clássica —, o grande colar da Legião de Honra, o cetro, a mão da justiça e o orbe imperial repousando sobre a almofada ao fundo, foram todos desenhados por Martin-Guillaume Biennais, o ourives oficial do Imperador; a espada da coroação, cuja lâmina foi forjada pela fábrica de armas de Versalhes dirigida por Nicolas-Noël Boutet, é cravejada com pedras preciosas por Marie-Etienne Nitot; o famoso diamante Regente adorna o punho; o punho e os acessórios de ouro da bainha de casco de tartaruga foram confiados ao ourives Jean-Baptiste-Claude Odiot; a arma é sustentada por um cinto de seda bordado a ouro; ao fundo, pode-se ver o encosto do trono criado pelo marceneiro Jacob-Desmalter com base em um projeto de Percier e Fontaine para o Palácio das Tulherias. Département des Peintures, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

Pátio Marly; abriga grandes esculturas executadas para embelezar o Parque do Castelo de Marly; muitas delas, posteriormente, foram instaladas na Place de la Concorde e na entrada do Jardim das Tulherias; na segunda metade do século XX, réplicas as substituíram, e o teto de vidro desse pátio agora protege as obras originais das intempéries e da poluição; sobre os pedestais da escadaria, vemos os conjuntos escultóricos, à esquerda, "Fama cavalgando Pégaso" e, à direita, "Mercúrio cavalgando Pégaso", realizados pelo escultor francês Antoine Coysevox, em 1702; embaixo, da esquerda para direita, as grandes esculturas "Netuno", de 1705, "O rio Sena", de 1706, "O rio Marne", de 1706 e "Anfitrite", 1705, todas de autoria de Antoine Coysevox,; em primeiro plano, de costas, "Ninfa Aretusa", de 1711, de autoria de Claude Poirier. Salle 102, Cour Marly, Aile Richelieu, 1º andar, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
As grandes esculturas de bronze conhecida como "Os quatro cativos", atualmente expostas no Pátio Puget, outrora se erguiam aos pés do pedestal da estátua do rei Luís XIV, na Place des Victoires; são de autoria de Martin Desjardins, nome afrancesado de um eminente escultor do reinado, Martin van den Bogaert, de origem holandesa, já famoso pela decoração do Hôtel Salé (atual Museu Picasso).
O referido monumento, inaugurado em 1686, hoje inexistente, celebrava as vitórias dos exércitos do rei Luís XIV, durante a Guerra da Holanda, sobre as tropas aliadas da República Holandesa, da Espanha, do Sacro Império Romano-Germânico e de Brandemburgo, que terminou em 1679 com a Paz de Nijmegen.

“Os quatro cativos”, esculturas também conhecidas como “As quatro nações vencidas"; criadas entre 1679 e 1682, são de autoria do escultor franco-holandês Martin Desjardins; as estátuas que se encontram à frente, representam, à esquerda, com a cabeça levantada, a Holanda e, à direita, o Sacro Império Romano-Germânico; ao fundo, à esquerda, Brandeburgo e, à direita, a Espanha. Salle 105, parte baixa, Cour Puget, Aile Richelieu, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.

As figuras dos quatro cativos simbolizam as nações derrotadas pela França na Guerra Holandesa, na segunda metade do século XVII, finalizada pelos tratados de Nijmegen; entre as estátuas da Holanda e do Sacro Império, da esquerda para direita, veem-se um escudo adornado com um raio e sobre ele uma espada com o punho de cabeça de leão; ao lado, um capacete decorado com uma máscara de folhagem; acima deles, um feixe grande de flechas, todos realizados em 1685. Salle 105, parte baixa, Cour Puget, Aile Richelieu, Museu do Louvre, Paris, sede da metrópole da Grande Paris, capital da Região de Île-de-France e capital da França.
No próximo post, fomos conhecer a Torre Eiffel e seu entorno.
Fontes:
Wikipedia
"Paris: tous les plus beaux monuments", Guides Voir, Hachette Tourisme, Paris, 2010.

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